
O Rio de Janeiro é um dos três estados que agora conta com uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), que vai ajudar a conter as consequências do Super El Niño. A estrutura foi instalada na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na Glória, Zona Sul do Rio, durante o mês de setembro, e será a área de referência e suporte para todos os estados do Sudeste em possíveis desastres climáticos.
A estrutura conta com veículos, drones, equipamentos de comunicação via satélite e um posto médico avançado, que podem ser deslocados para áreas afetadas por situações de emergência de saúde pública como enchentes, ondas de calor, incêndios e outros desastres.
Segundo o Ministério da Saúde, a unidade do Rio permitirá que equipes cheguem a qualquer ponto do Sudeste em até 12 horas após o acionamento.
Como funciona a nova base?
A estrutura poderá ser acionada em diferentes tipos de emergência, incluindo epidemias, secas, estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, chuvas intensas, enchentes, desastres hidrológicos e outros tipos de ocorrências com múltiplas vítimas.
As ações da base também podem ocorrer em situações de interrupção de serviços de saúde, falta temporária de profissionais ou dificuldade de acesso a comunidades e unidades assistenciais.
Base do Rio é a terceira do país
A estrutura do Rio é a terceira base regional da FN-SUS no Brasil, se juntando a Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) que já contam com unidades em funcionamento. O Ministério da Saúde prevê que até o final de 2026 mais seis bases podem ser instaladas.
A atuação dos novos equipamentos está integrada também aos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), que reúnem dados de saúde, clima, meio ambiente, demografia e território. As informações são utilizadas para auxiliar no monitoramento, prevenção e preparação do SUS para eventos extremos que são esperados.
Atualmente, existem oito CISC em funcionamento no país, localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) com equipes que reúnem profissionais de epidemiologia, meteorologia, geografia e ciência de dados.
No Rio, os hospitais federais Cardoso Fontes, do Andaraí e de Bonsucesso também vão servir como uma rede de retaguarda para situações de maior demanda.
Bases poderão ter voluntários
Em virtude da possível alta demanda, o Ministério da Saúde lançou recentemente a plataforma SouForça. A ferramenta funciona para que profissionais voluntários interessados em atuar pela Força Nacional do SUS possam se cadastrar.
Na plataforma, aqueles que quiserem se voluntariar poderão inserir os seus dados de formação, competências, experiência e disponibilidade, permitindo que as equipes sejam mobilizadas de acordo com as necessidades de cada território.