
A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público (MPRJ) e tornou réus os cinco homens acusados de espancar o ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, que morreu aos 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Com a decisão, Davi Santos Machado, Jorge Luiz Ricardo Dias, Felipe Eduardo dos Santos Silva, Ailton José da Silva e Wellington Luiz Santos de Souza se tornaram réus e vão responder por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e dificultação de defesa da vítima.
Os cinco acusados também tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas. Destes, quatro já estão presos enquanto o quinto, Wellington Luiz Santos de Souza, está foragido . Segundo a investigação, ele teria fugido para o Paraguai e teve o seu nome incluído pela Justiça na Difusão Vermelha da Interpol .
Outros oito foram indiciados
Além dos cinco acusados de homicídio, a Polícia Civil indiciou outras oito pessoas por crimes relacionados ao episódio. Segundo o MPRJ, esses casos serão analisados em procedimento próprio no Juizado Especial Criminal.
Estes oito são acusados de crimes como omissão de socorro, lesão corporal e exercício irregular da profissão de segurança. Todos respondem em liberdade.
Além da acusação relacionada a morte do ciclista em Copacabana, as investigações identificaram uma estrutura de segurança privada irregular que atuava na região.
Relembre o caso
Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, foi espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, após ser acusado de roubo, na Rua Barata Ribeiro.
Na ocasião, o homem saiu de Botafogo de bicicleta, parou em Copacabana e quando retornou, foi abordado por um segurança de um restaurante, que alegou que ele estaria roubando a bicicleta que estava ali encostada.
Acusando Cláudio injustamente, o segurança pegou um pedaço de madeira e com diversas agressões o impediu de deixar o local.
Após o primeiro caso de agressão, Cláudio Rafael Landeiro sentou em uma calçada e logo foi abordado pelo mesmo segurança, ainda portando um pedaço de madeira, que se juntou a outros homens que estavam na região e, por nove minutos espancaram Claudio.
Sem reagir em nenhum momento, Cláudio Rafael ficou no chão agonizando por cerca de 30 minutos. Os bombeiros foram acionados e ele foi levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. A morte foi registrada como traumatismo craniano e hemorragia interna.