
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) já foi chamado mais de 1000 vezes, só nesta primeira semana de agosto, para atender ocorrências relacionadas a incêndios
. Segundo a corporação, o tempo seco dos últimos dias no Rio de Janeiro, vem influenciando neste alto número de incidentes.
Em nota ao iG, os bombeiros reforçaram que neste período de estiagem, baixa umidade relativa do ar e ocorrência de ventos fortes, o alerta para os riscos de incêndios florestais aumenta e a população precisa redobrar os cuidados, já que cerca de 95% dos incêndios florestais têm origem em ações humanas, sejam elas acidentais ou intencionais.
Só em 2026, os bombeiros atenderam 6.485 ocorrências relacionadas a fogo em vegetação em todo o estado. Dos mais de mil chamados realizados nesta primeira semana de agosto, alguns aconteceram em pontos importantes da cidade do Rio de Janeiro, como a Floresta da Tijuca, estrada Grajaú-Jacarepaguá e no parque serra da Tiririca.
Apesar do número alto, os incidentes em virtude do tempo seco tem acontecido em sua maioria em áreas com alta vegetação.
Por conta da baixa umidade, ramos, folhas e mato seco viram combustível fácil para o fogo, que se espalha rápido com qualquer pequena faísca ou vento.
Operação especial
Para combater esses altos números de incidentes relacionados a fogo, o Corpo de Bombeiros informou ao iG que no último dia 9 de junho foi criada a Operação Extinctus 2026, plano tático-operacional voltado à prevenção e ao atendimento de ocorrências de fogo em vegetação.

A operação segue até outubro, podendo ser prorrogada conforme a necessidade, e envolve todas as unidades operacionais do estado, incluindo as da Região Serrana.
A atuação prevê uma cadeia estruturada de acionamento e mobilização de recursos, com emprego escalonado de acordo com a complexidade de cada ocorrência.
Inicialmente, as guarnições locais atuam no combate ao foco. Quando necessário, são mobilizadas Guarnições de Resposta a Desastre (GRD) de outras unidades, além do apoio especializado das Guarnições de Combate a Incêndio Florestal (GCIF) e do Grupo de Operações Especiais (GOEsp). A Corporação ainda ressaltou que também pode empregar meios aéreos para o transporte de equipes e o combate direto às chamas.
Como parte das ações preventivas, as unidades do CBMERJ estão mapeando os pontos de maior incidência de fogo em vegetação em suas respectivas áreas de atuação.
Os planos locais consideram rotas de acesso, pontos de pouso de aeronaves e locais estratégicos para captação de água, permitindo uma resposta mais rápida e eficiente em caso de incêndio.