Vendedor ambulante de caipirinha na praia
Reprodução/ Pulsar Imagens
Vendedor ambulante de caipirinha na praia

Um vendedor ambulante foi preso no Rio de Janeiro após ser acusado de cobrar mais de R$ 8 mil em duas caipirinhas, no chamado "golpe da maquininha", contra um turista francês em Copacabana, na Zona Sul da capital.

O caso aconteceu no último domingo (19), e segundo a investigação, o turista foi informado que seria cobrado R$ 80 pelas duas caipirinhas. De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a vítima conferiu no visor da maquininha o valor correto antes de aproximar o cartão, mas não recebeu a notificação da compra no celular. Após algumas tentativas de pagamento, o suspeito informou que a transação não havia sido concluída, e o turista acabou pagando as bebidas em dinheiro.

Quando se deu conta, o francês percebeu que o seu telefone havia sido colocado no modo avião e, ao reconectar o sinal, viu que chegou uma conta de R$ 8.246,40 lançada em seu cartão de crédito.


Ainda segundo o Ministério Público, também foram identificadas notificações de duas tentativas de outras cobranças que, juntas, ultrapassavam R$ 20 mil.

Segundo a polícia civíl, a vítima procurou a Delegacia de Atendimento ao Turismo (Deat) que, após tomarem ciência dos fatos, iniciaram diligências de forma imediata e localizaram o criminoso na orla da Praia de Copacabana.

O acusado em questão foi reconhecido pelo turista no ato e, depois, autuado em flagrante por estelionato. Segundo os agentes, o homem já possuía passagem por furto e porte de drogas.

Caso foi registrado na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT)
Divulgação / Polícia Civil
Caso foi registrado na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT)


Suspeito segue preso

Em audiência de custótia, realizada na última terça-feira (21), pela Justiça do Rio de Janeiro, o acusado teve a conversão da sua prisão em flagrante em prisão preventiva, a pedido do Ministério Público

Segundo o MPRJ, ao aceitar o pedido, a Justiça considerou a vulnerabilidade da vítima, por ser estrangeira, além da necessidade de evitar que o suspeito volte a cometer crimes e garantir o andamento das investigações.

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