
Como era o Rio de Janeiro há 75 anos? Talvez você ainda nem tivesse nascido, mas o Jornal O DIA já fazia parte da rotina dos cariocas . Há quase oito décadas, o veículo mantém o compromisso de informar a população com credibilidade, responsabilidade e proximidade com os acontecimentos que marcaram a história da cidade e do estado.
Para Nuno Vasconcellos, publisher e representante dos acionistas do Grupo O DIA de Comunicação, mais do que um jornal, O DIA transformou-se, ao longo das décadas, em uma voz popular, próxima das pessoas e que acompanha as transformações da cidade, do estado e do país.
“Celebrar seus 75 anos é reconhecer o trabalho de gerações de jornalistas, fotógrafos, gráficos, distribuidores e profissionais que ajudaram a construir essa marca tão querida. Vivemos um tempo de profundas mudanças na comunicação, mas continuo acreditando que credibilidade, coragem editorial e conexão verdadeira com o público permanecem insubstituíveis. O DIA segue olhando para o futuro sem perder sua essência popular, democrática e carioca” , destaca Nuno.
“Celebramos esses 75 anos com orgulho, mas, acima de tudo, com senso de responsabilidade. O legado construído por O DIA nos inspira a continuar investindo em jornalismo profissional, inovação e novas formas de conexão com a audiência. Mais do que contar a história do Rio de Janeiro, queremos continuar ajudando a construir o seu futuro”
, completa o presidente do Grupo O DIA de Comunicação, Thiago Feitosa.
Como tudo começou
A trajetória do Jornal O DIA começou em 5 de junho de 1951, quando os primeiros exemplares chegaram às bancas do Rio de Janeiro. Desde então, o periódico se consolidou como uma das referências da imprensa fluminense e acompanhou de perto as transformações da sociedade carioca ao longo das décadas.
Fundado por Chagas Freitas, que mais tarde se tornaria governador do Rio de Janeiro, o jornal foi adquirido, em 1983 pelo jornalista e empresário Ary Carvalho. Entre as décadas de 1980 e 1990, O DIA passou por um amplo processo de modernização editorial e gráfica, o que impulsionou significativamente sua circulação. Em determinadas edições de domingo, o jornal chegou a vender mais de 1 milhão de exemplares.

O pioneirismo do "full color" no jornalismo brasileiro
Outro marco importante da história do Jornal O DIA foi a inauguração do parque gráfico de Benfica, na Zona Norte do Rio, em 1992. O local se tornou palco de uma inovação histórica para o jornalismo fluminense: a primeira publicação totalmente colorida do estado, conhecida como "full color".
Inicialmente, com uma tiragem diária de 50 mil exemplares, o novo formato conquistou rapidamente os leitores e alcançou cerca de 300 mil exemplares em apenas um mês.
Em 2010, a família de Ary Carvalho concluiu a venda do jornal para o Grupo Ejesa, dando início a uma nova fase da empresa, que ampliou sua presença também no ambiente digital.
Reconhecimento e prêmios no jornalismo brasileiro
Ao longo de sua trajetória, O DIA conquistou alguns dos principais prêmios do jornalismo nacional, entre eles o Esso, o Vladimir Herzog, o Embratel e o prêmio concedido pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Mais recentemente, às vésperas de completar 74 anos de fundação, o jornal recebeu o título de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, honraria destinada a pessoas, empresas e instituições que prestaram relevantes serviços à sociedade fluminense.
Ao longo de seus 75 anos de história, O DIA destacou em suas capas alguns dos acontecimentos mais importantes do Brasil e do mundo, como a morte do presidente Tancredo Neves, em 1985; o tetracampeonato da Seleção Brasileira e a morte de Ayrton Senna, ambos em 1994; os atentados de 11 de setembro de 2001; a pandemia de Covid-19; e a eleição de Leão XIV como o primeiro papa norte-americano da história.
Profissionais que ajudaram a construir a história de O DIA
A história do Jornal O DIA também é marcada pelos profissionais que diariamente contribuem para a produção das notícias e para a credibilidade da publicação.
Entre eles, está Luarlindo Ernesto, de 82 anos, considerado o repórter policial em atividade há mais tempo no Brasil . Mais do que um profissional respeitado, ele se tornou um verdadeiro patrimônio da história do jornal.
Outro nome importante na trajetória da publicação é Abelardo Silva Filho, de 64 anos, que ingressou na empresa em agosto de 1984 e passou por diferentes funções até assumir a supervisão da produção impressa.
Ele acompanhou de perto as transformações tecnológicas e editoriais, especialmente durante o processo de modernização gráfica e a implementação das páginas coloridas, que se tornaram um marco para o jornalismo brasileiro.
Do impresso ao digital
Em 1996, O DIA voltou a se reinventar ao lançar seu portal de notícias, O DIA Online. Anos mais tarde, acompanhando novamente as evoluções tecnológicas, o jornal passou a compartilhar conteúdo em redes sociais como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok, mantendo-se próximo de diferentes faixas etárias e perfis de leitores.