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Polícia quer prender líder do grupo, que recrutava jovens para invadir imóveis. Bando fazia parte de megaesquema criminoso

Os seis presos sexta-feira acusados de integrar uma quadrilha especializada em assaltos a chineses são a ínfima parte de um grande esquema, que conta com informações privilegiadas sobre imigrantes ricos. Muitas das vítimas são chineses, empresários e executivos de multinacionais residentes na Barra e na Zona Sul do Rio. Segundo a delegada Izabela Santoni, da 12ª DP (Copacabana), o grupo costuma agir também em São Paulo e em Minas Gerais.

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Para cooptar novos criminosos, a cúpula do grupo se valia de jovens de classe média
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Para cooptar novos criminosos, a cúpula do grupo se valia de jovens de classe média

Cinco acusados foram presos em um hotel na Av. Atlântica, em Copacabana. Outro deles foi localizado no bairro da Mooca, em São Paulo. Dois estão foragidos, incluindo um chinês que circula pelos salões da alta sociedade, e que seria o líder do grupo. É atrás dele que a polícia concentra suas buscas.

Para cooptar novos criminosos, a cúpula do grupo se valia de jovens de classe média, bem apessoados e ‘recrutados’ na noite paulistana, que vinham ao Rio unicamente para cometer delitos. A boa aparência deles era a senha ideal para conseguir entrar nos prédios. A polícia já sabe que, em apenas um roubo, foram levados mais de R$ 5 milhões.

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“A maioria dos porteiros abria os portões assim que os via. Em algumas ocasiões, também eram usados chineses, pois, ao vê-los, os zeladores pensavam se tratar de familiares das vítimas e os recebiam com cordialidade”, explicou a delegada, lembrando que a Polícia Civil oferece cursos de capacitação para porteiros.

As investigações mostram que a atuação do grupo era frequente desde 2013. Após estudar a rotina das vítimas, os criminosos agiam nos momentos de ausência dos moradores nos imóveis. Apesar de levar bens e objetos de valor, os bandidos não usavam armas de fogo, apenas pés de cabra e alicates para arrombamento. Para não levantar suspeitas, usavam carros próprios.

Parte dos lucros era voltada para comemorações. As escutas telefônicas mostram ainda a conivência de um dos integrantes com o Primeiro Comando da Capital (PCC) — facção criminosa atuante em São Paulo.

“Temos certeza de que estes jovens de classe média não faziam ideia de estar se metendo em um esquema tão complexo. Eles buscavam enriquecimento rápido e sequer sabem quem estava no topo do esquema”, afirmou a delegada. Cada grupo de assaltantes era formado por cinco bandidos subordinados a um líder, que passava informações sobre as vítimas.

As investigações começaram em 2014, após assalto a nas proximidades da 12ª DP.

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