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Mesmo com a aprovação pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) de projetos de lei que reestruturam as carreiras de delegados da Polícia Civil e que concedem reajuste salarial de 6,5%, a greve da categoria continua no Vale do Paraíba. Na avaliação do dirigente sindical na região de Taubaté (SP), Jéferson Fernando Cabral, ninguém ficou contente com a votação dos deputados.

Ele também questiona a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Eros Grau, que ontem julgou que o direito de greve não se aplica aos policiais civis paulistas. "Essa decisão é somente dele (Eros Grau) e ainda deverá ser referendada pelo plenário do STF. Se isso acontecer, então o movimento será suspenso, mas somente após a publicação no Diário Oficial da União", afirmou Cabral.

A disposição em manter a paralisação no Vale do Paraíba é tão forte, que a base de Taubaté prepara uma "cremação" simbólica do governador José Serra (PSDB), na próxima segunda-feira, em Taubaté. Cabral, disse que o protesto está previsto para ocorrer na frente do primeiro distrito.

Segundo ele, a categoria mantém 80% das atividades, mas admite que há prejuízo e morosidade principalmente nos inquéritos policiais. Ele estima que na região de Taubaté cerca de 10 mil inquéritos estejam em trâmite e na região de São José dos Campos esse volume pode até dobrar. As duas cidades são as maiores do Vale do Paraíba, que tem cerca de dois mil policiais em greve na maior parte dos 39 municípios.

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