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Mais da metade das reclamações contra planos de saúde é feita por beneficiários que recebem uma resposta negativa ao solicitar a realização de algum procedimento médico, informa a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No último levantamento da agência, referente ao mês de junho, a tendência se confirmou.

A chamada "negativa de cobertura" ocupou mais uma vez o topo das queixas dos consumidores, seguida por problemas como aumento abusivo de mensalidade e descredenciamento indevido da rede.

Na tentativa de evitar esses problemas, a ANS adotou um programa que prevê a conciliação entre beneficiários e empresas. Quando o cliente registra uma reclamação sobre negativa de cobertura em um dos canais de atendimento da ANS, a agência aciona imediatamente a operadora pedindo que ela reveja sua decisão.

“Temos um canal de comunicação direto com as operadoras, que é utilizado para resolver de maneira rápida conflitos desse tipo”, informa Dalton Callado, diretor adjunto de fiscalização da ANS. O atendimento pode ser concluído em uma semana, caso a operadora se disponha a colaborar. “A ideia é que a agência atue como uma mediadora do caso, tentando solucionar o problema sem que seja necessário abrir um processo para julgar a questão.”

Em 2006, quando a ANS ainda não havia criado esse canal de comunicação, as reclamações se transformavam automaticamente em processos - que levavam nada menos que 482 dias, em média, para serem analisados.

Hoje, na maioria dos casos, não é necessário abertura de processo. O caso é resolvido por conciliação. Mas quando um processo precisa ser aberto, embora ainda continue extenso, o prazo de análise já diminuiu: foi reduzido para 146 dias. Por isso, a recomendação é que os consumidores procurem a ANS quando enfrentarem dificuldades de atendimento. As informações são do Jornal da Tarde.

AE