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O sargento Luiz Carvalho, primeiro policial militar a chegar ao edifício onde ocorreu a tragédia com a menina Isabella, de 5 anos, deu uma entrevista coletiva ontem à noite. A garota morreu no sábado à noite, após cair do 6º andar do Edifício London, na zona norte de São Paulo.

O sargento ainda não foi chamado para prestar depoimento oficial, mas confirmou que viu a menina viva quando chegou ao prédio. Ela estava em choque, respirava com dificuldade, ainda com um pouco de espuma no canto da boca, e chegou a mexer as pálpebras algumas vezes, disse.

Segundo o policial, o pai, Alexandre Carlos Nardoni, de 29 anos, e a madrasta Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24, estavam muito nervosos. Ele (o pai) disse que viu um homem dentro do apartamento e esse homem arremessou sua filha pela janela, afirmou o policial. Por isso, a polícia fez uma varredura em todos os apartamentos, mas não encontrou ninguém. Segundo o sargento, Nardoni não soube dizer quais eram as características físicas do suspeito, que estava de costas. O pai não teria ido atrás do suspeito porque socorria a filha.

O PM não soube informar se a menina estava viva quando o resgate chegou. O bombeiro Gildásio de Souza Alves, de 38 anos, relatou anteontem que a menina teve uma parada cardiorrespiratória após a queda.

Isabella foi encontrada morta pelo pai no sábado à noite, no jardim do prédio onde ele mora com a mulher e os dois filhos do casal. O delegado titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, afirmou, um dia após a morte da menina, que trabalhava com a hipótese de homicídio, apontando que há fortes indícios de que a criança tenha sido arremessada por alguém. Havia vestígios de sangue no apartamento do casal e a tela de proteção da janela do quarto onde estava Isabella foi cortada. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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