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Um mês depois de ter sido violentamente espancado por uma gangue de oito rapazes na saída de uma boate em Sorocaba, no interior paulista, o metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, de 24 anos, disse hoje que ninguém o havia socorrido na hora da agressão. A vítima contou ainda que, quando teve início o espancamento, na rua, ele tentou se proteger dentro da casa noturna, mas foi empurrado para fora.

De acordo com a mãe da vítima, Sebastiana Dias Rodrigues, o filho identificou o autor do empurrão como sendo o funcionário da boate.

O metalúrgico chorou ao se lembrar da agressão. Ele disse à TV Tem, afiliada da Globo na cidade, que só com a ajuda da família conseguirá superar os traumas causados pela violência que sofreu. Perguntado sobre o número de pessoas que o agrediram, ele respondeu: "Uma ou duas, não foi?"

Falando com muita dificuldade, o metalúrgico disse que "ama muito" a mãe e seu irmão Clayton. Durante a entrevista, ele permanecia abraçado à mãe. À certa altura, reclamou do cansaço e pediu para se deitar. Desde que recebeu alta, na semana passada, ele continua sendo tratado em casa. Rodrigues ainda se recupera da cirurgia que sofreu na cabeça para a retirada de um coágulo do cérebro.

Investigação

A Polícia Civil ainda investiga as causas da agressão, registrada por uma câmera da fachada da boate. Um dos motivos seria o fato de o metalúrgico ter flagrado a gangue agressora usando drogas no banheiro do estabelecimento. Ele denunciou aos seguranças e, ao invés de receber proteção, foi colocado para fora junto com os denunciados.

Amanhã, o delegado José Ordele de Lima, vai interrogar novamente os sete acusados - o oitavo agressor continua foragido. Ele quer esclarecer os novos fatos antes de concluir o inquérito. Os acusados, entre eles dois menores de idade, respondem pelo crime de tentativa de homicídio.

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