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O caso do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que admite ter tido acesso a dados de um dossiê da Casa Civil sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com cartões corporativos da Presidência, mas nega ser autor do vazamento das informações para a imprensa - criou um impasse nos trabalhos da CPI Mista dos Cartões Corporativos.

A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), admitiu que a comissão pode acabar se os requerimentos pendentes na pauta de hoje (34 no total) não forem votados.

"Ou votamos, ou não teremos mais oitivas (tomadas de depoimentos). Aí, vamos jogar a toalha, mesmo", afirmou a senadora, em reação à estratégia da base aliada do governo, que se recusa a votar qualquer requerimento enquanto o senador Álvaro Dias se mantiver como integrante da CPI. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), declarou que não retira Álvaro Dias da CPI.

Virgílio tentou uma negociação com o deputado Sílvio Costa (PMN-PE), para que apoiasse a votação dos requerimentos, mas não houve acordo. E o impasse continua: o próprio relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), afirmou que não há meios de oferecer um relatório completo, pois a comissão ainda precisa tomar depoimentos.

Virgílio acusou a base governista de "tentar usar Álvaro Dias como bode expiatório para esconder uma delinqüência do governo, que é a montagem do dossiê sobre Fernando Henrique Cardoso." O dossiê, segundo os oposicionistas, teria sido montado na Casa Civil da Presidência com o objetivo de chantageá-los e impedir que levem adiante as investigações sobre mau uso de cartões corporativos no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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