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A Justiça do Rio Grande do Sul proibiu a empresa JPF Maggazine Ltda, de São Paulo, de importar, distribuir e comercializar o jogo eletrônico Bully. A decisão foi tomada pelo juiz Flávio Mendes Rabello, da 16ª Vara Cível do Foro Central, a pedido do Ministério Público Estadual, que moveu ação coletiva de consumo para retirar o jogo do mercado.

Em seu despacho, de caráter liminar, o magistrado citou parecer da Sociedade de Psicologia indicando que o jogo é potencialmente lesivo para crianças e adolescentes por reproduzir ambiente de violência e corrupção. O "Bully" foi criado pela norte-americana RockStar, tem versões para os consoles Playstation, Xbox e Wii e é ambientado numa escola.

O jogador faz papel de aluno que provoca brigas no pátio, disputando popularidade com outros estudantes mais rebeldes. Entidades ouvidas pelo juiz narraram casos em que o game produziu sentimentos de provocação, humilhação, agressão física, insultos, suborno e fuga. "A sociedade perde a capacidade de bem educar seus filhos à medida que jogos com enfoque idêntico ao 'Bully' fazem trabalho em sentido contrário". A decisão vale para todo o Brasil, mas pode ser contestada com recurso ao Tribunal de Justiça. Os responsáveis pela empresa foram procurados mas não retornaram as ligações.

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