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Ex-deputado se envolveu em um grave acidente de trânsito em 2009 e laudos mostraram que ele estava embriagado. Cabe recurso

O Tribunal de Justiça do Paraná divulgou, nesta terça-feira, a decisão do juiz Daniel Surdi Avellar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, de mandar a júri popular o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho pela morte de duas pessoas durante um acidente de trânsito, em maior de 2009. Segundo o TJ, não há data marcada para o júri. Esta é a sentença de pronúncia e ainda cabe recurso.

Carli Filho em foto de agosto de 2010 quando foi ao Fórum do Paraná para participar de audiência do caso
Futura Press
Carli Filho em foto de agosto de 2010 quando foi ao Fórum do Paraná para participar de audiência do caso

O caso

Na madrugada do dia 7 de maio de 2009, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, no bairro de Mossunguê, em Curitiba (PR). O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue,  o que configura embriaguez, com pena prevista pela Lei Seca de seis meses a três anos de cadeia.

Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705. Além disso, ele também não poderia dirigir porque estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado.

Laudos do Instituto de Criminalística apontaram que o carro conduzido por Carli Filho estava em uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, sendo que no local onde houve a colisão a velocidade máxima permitida e de 60 km/h.

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