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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu o ex-ministro José Dirceu no depoimento que prestou hoje à juíza Pollyana Kelly Martins Alves, da 12ª Vara da Justiça Federal. Questionada sobre a sua opinião pessoal em relação ao ex-ministro, ela respondeu: Se querem minha opinião, acho que José Dirceu é uma pessoa injustiçada e tenho por ele um grande respeito.

Segundo relato de pessoas que acompanharam o depoimento, quando questionada se tinha conhecimento se José Dirceu administrava questões internas do PT e se ele tinha beneficiado alguma instituição financeira de crédito consignado, a ministra respondeu que não tinha conhecimento de ambas as questões.

Dilma dedicou grande parte do início do seu depoimento a falar sobre a tramitação das regras do setor elétrico no Congresso. A ministra disse que considerou muita rápida a tramitação do marco regulatório do setor elétrico. "Aos olhos de hoje, a aprovação do novo modelo do setor elétrico foi impressionantemente rápida", disse a ministra, ao lembrar que foi uma lei muito complexa, com mais de mil emendas e tramitou de uma forma muito rápida.

Questionada se essa tramitação foi rápida por causa de algum pedido que pudesse ter sido feito pelo ex-deputado José Janene de vantagem financeira para ajudar na tramitação, a ministra respondeu que não havia no governo Lula como fazer um pedido desse gênero. "Isso não aconteceu. Era impossível. Não havia a menor possibilidade de isso ser aceito por nós", disse, segundo relato de pessoas que assistiram o depoimento, que durou quase duas horas.

Dilma foi escolhida como testemunha pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, e pelo ex-ministro José Dirceu, no processo sobre o esquema do Mensalão, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela foi ouvida em seu gabinete, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

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