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BRASÍLIA - O banqueiro Daniel Dantas disse na CPI dos Grampos que, ao contrário das oitivas na Polícia Federal, quando optou por ficar em silêncio, resolveu falar na Comissão por sentir uma ambiente em que os presentes buscavam explicações, e não uma pré-condenação, como, segundo ele, queria a polícia e o judiciário.

Apesar de ter conseguido um habeas-corpus no Supremo, que lhe permitiu a ficar em silêncio na CPI, Dantas disse ter percebido uma verdadeira intenção de "apuração dos fatos".

"Na PF não tive a sensação de que o inquérito tinha o sentimento de averiguar, mas para tentar provocar e se aproveitar de distorção com ímpeto condenatório. Não falei com a polícia por questão de prudência", disse. "O que encontrei nessa comissão foi pessoas buscando explicações", completou. 

Em seu depoimento, que já dura mais de quatro horas, Dantas ainda negou ter trânsito no Supremo ou no Superior Tribunal de Justiça, como foi cogitado após as interceptações telefônicas de seu braço-direito, Humberto Braz, que estava preso até esta quarta-feira. "Não tenho trânsito no judiciário", alegou.

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