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GRAMADO - Não eram os esperados kikitos, mas foram distribuídos, nesta quinta-feira (14/08), os primeiros prêmios do 36° Festival de Cinema de Gramado. Enquanto não chega a noite de sábado, quando serão divulgados os resultados da mostra competitiva, os melhores curtas exibidos na Mostra Gaúcha receberam, no quinto dia do evento, o Prêmio Assembléia Legislativa de Cinema.

Dos dezessete filmes realizados no Rio Grande do Sul que concorreram, dois deles ficaram com as categorias mais prestigiadas. Um Dia Como Hoje, de Eduardo Wannmacher, arrematou a de melhor filme, roteiro, ator (Julio Andrade) e atriz (Carolina Sudati). Jáá Cortejo Negro ficou com a de melhor diretor (Diego Müüller), produtor/produtor executivo (Pablo Müller) e fotografia (Fernando Vanelli). O vencedor de cada categoria recebeu um troféu e mais R$ 2,5 mil. O melhor filme recebeu o dobro: R$ 5 mil, além de um bônus de R$ 6 mil para ser utilizado em equipamentos.

A noite, no entanto, estava destinada mesmo a um nome consolidado no cinema brasileiro que provou estar em plena forma. Ao final da exibição do longa Juventude, na mostra competitiva de longas, o público ovacionou de pé o diretor Domingos Oliveira. 

Realizado em formato digital, o filme é resultado de sua maturidade, não apenas profissional como também pessoal. O encontro repleto de diálogos sensíveis e bem humorados entre três amigos (interpretados por Paulo Joséé, Aderbal Freire Filho e o próprio Oliveira) na mansão de um deles encantou a platéia presente no Palácio dos Festivais.

As atuações quase naturais do trio - amigos fora das telas também - acentuam a impressão de que os próprios atores, todos na faixa dos 70 anos, estãão vivenciando eles mesmos os questionamentos sobre a maturidade. Tudo sem saudosismo, como fez questão de frisar o diretor - mas com a consciência de que o corpo já não acompanha mais a juventude da mente.

O filme que abriu a noite foi Cochochi, de Israel Cárdenas e Laura Guzman, sobre dois garotos encarregados pelo avô de fazer uma entrega de medicamento. O filme lança uma visão aguçada sobre a vida e os costumes dos indígenas do noroeste do México, recrutando, para isso, atores das próprias comunidades.

A quinta-feira tambéém contou com a exibição de dois longas fora da mostra competitiva: Manhã Transfigurada é a adaptaçãão do diretor Sérgio de Assis Brasil (falecido em 2007) para o romance homônimo do escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, e O Mistéério do Samba, de Carolina Jabor e Lula Buarque de Hollanda, é um documentário sobre a Velha Guarda da Portela.

Nesta sexta-feira, a mostra competitive de longas é encerrada com O Mistério da Estrada de Sintra, de Jorge Paixão da Costa, e A Festa da Menina Morta, estréia do ator Matheus Nachtergaele como diretor. A entrega dos prêmios será na noite do sábado.

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