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Serão pelo menos 40 dias de festas para comemorar os 130 anos do bairro do Bexiga, no centro de São Paulo. Realizado por Banda do Candinho e Mulatas, o 2º Festival Oficial de Aniversário do Bexiga começa hoje à noite com uma confraternização no Restaurante Villa Távola, na Rua 13 de Maio.

Todas as cantinas e os restaurantes do bairro oferecerão programações diversas até o dia 2 de novembro.

Um festival de gastronomia será realizado às sextas, sábados e domingos, na Rua 13 de Maio, entre a Conselheiro Carrão e Praça Dom Orione. Barracas das cantinas do Bexiga servirão comidas típicas italianas das 16 às 22 horas. O festival será promovido entre os dias 10 de outubro e 2 de novembro. Às terças-feiras, a Vai-Vai, escola de samba campeã do Carnaval Paulistano 2008, vai realizar apresentações das 19h30 às 23 horas. Aos sábados, a escola organiza a tradicional feijoada com pagode, das 12 às 20 horas.

O dia 19 de outubro vai concentrar o maior número de atividades. A Festa da Criança vai tomar a Rua Genebra, das 10 às 15 horas. O Show do Bexiga homenageará Adoniran Barbosa e a Bossa Nova, das 16 às 22 horas, na Praça Pérola Byington. O Torneio Masculino de Sinuca será realizado das 11 às 20 horas, no Willian's Bar, na Rua Conselheiro Carrão.

História - O bairro é famoso por suas cantinas - hoje, segundo a Sociedade de Defesa das Tradições e Progresso da Bela Vista (Sodepro), são cerca de 20, as "tradicionais italianas". A mais antiga delas é a Capuano, fundada em 1907 na Rua Major Diogo, transferida para a Conselheiro Carrão em 1961. No final da década de 1940, o Bexiga encontrou outra vocação - nessa época, começaram a se instalar no local os primeiros teatros, como o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em 1948. Mais tarde, vieram outras casas: o Teatro Imprensa, o Bibi Ferreira e o Oficina. E elas continuam chegando - hoje, segundo a Sodepro, são 15.

Hoje, o Bexiga tem cerca de 65 mil habitantes, com 4.672 estabelecimentos comerciais - a maioria, de serviços. "A unidade que o Bexiga manteve é algo único entre os bairros da capital", afirma o historiador da USP Benedito Lima de Toledo. "A tradição vem de costumes que sempre manteve, com festas que, mesmo levando milhares de visitantes, como a da Nossa Senhora de Achiropita, é até hoje realizada por pessoas da própria comunidade." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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