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Ônibus foram queimados em suposto protesto contra morte de morador; cúpula da segurança do Estado se desloca até a cidade

A cidade de Porto Seguro (714 km de Salvador) vive nesta quarta-feira (30) um dia de terror, após pelo menos três ônibus serem incendiados em ações simultâneas. Lojas fecharam as portas, escolas suspenderam aulas e moradores evitam sair de casa com medo de novos atentados.

A Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Civil do Estado informaram não ter ainda o número exato de ataques, que teriam ocorrido no bairro Baianão, o mais populoso da cidade, e no centro do município, que é um dos principais destinos turísticos da Bahia. O policiamento foi reforçado e a cúpula da segurança pública do Estado se deslocou até o local.

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Os atos de violência, registrados desde a manhã, seriam em represália à morte de Edilson Viana, 33, morto na noite do último domingo (27), logo após prestar depoimento como suspeito em caso que terminou com a morte de um policial militar. Viana deixou a delegacia e foi morto por dois homens encapuzados em uma moto.

Ele havia sido detido por suposta participação na fuga de um preso do complexo policial do município – ao escapar, no sábado (26), o fugitivo matou o soldado Luís Cláudio Dias dos Santos, 48 anos. Na manhã desta quarta, parentes e amigos do suspeito morto protestaram em frente à delegacia.

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O governo da Bahia informou que os atos de vandalismo em Porto Seguro foram “orquestrados por traficantes para desviar a atenção da polícia nas buscas pelo fugitivo do complexo policial”. O secretário da Segurança Pública do Estado, Maurício Barbosa, e o chefe da Polícia Civil, Hélio Jorge, saíram de Salvador por volta das 16h desta quarta para coordenar as ações na cidade.

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