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"Estamos cansados de ver o povo nesse sofrimento", afirmou o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia

Numa reunião que durou seis horas, os oficiais da Polícia Militar da Bahia decidiram não aderir à greve dos PMs, que completa nesta sexta-feira 11 dias. Dos 1700 oficiais, 205 compareceram na reunião, do total, 151 optaram por não cruzar os braços, ante 54 que votaram pela greve.

Segundo o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPM8), tenente-coronel Edmilson Tavares, a não adesão foi em respeito à sociedade. "Estamos cansados de ver o povo nesse sofrimento". Entretanto, ele reconhece a insatisfação dos militares com o governo do Estado. "Existe uma insatisfação generalizada. Não somos mercenários. Queremos apenas melhores condições de trabalho".

Tavares lembra que em 2009 o governador Jaques Wagner se comprometeu a dar melhores condições de trabalho e remuneração. A promessa, disse ele, não foi cumprida. Otimista, Edmilson Tavares acredita que após o Carnaval, o Comando da PM e o governo vão se reunir para uma rodada de negociação com vistas ao benefício da categoria.

Ao ser questionado se a gravação da conversa entre o líder do motim na Assembleia Legislativa, Marcos Prisco, com outro grevista pode manchar a imagem da PM, Edmilson diz que ainda não dá para mensurar, "mas há um clima de revolta porque ele (Prisco) usou os policiais e negou o tempo todo ter cometido os crimes".

Em áudio divulgado anteontem no Jornal Nacional, Prisco aparece, supostamente, orquestrando ações de vandalismo no interior da Bahia.

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