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O ator, produtor e diretor Fernando Torres morreu hoje de madrugada, em sua residência, em Ipanema, no Rio, de causa não revelada. Ele sofria do pulmão havia alguns anos, e sua saúde estava cada vez mais fragilizada - deslocava-se de cadeira de rodas e estava cada vez mais magro.

Torres tinha 80 anos e era casado havia mais de 50 com a atriz Fernanda Montenegro. Era pai de Fernanda Torres, atriz, e Claudio Torres, diretor. O ator Sérgio Britto, muito amigo da família, contou que Fernando Torres vinha sentindo muita dor ultimamente. "A Fernanda há de compreender que ele precisava morrer, não podia mais sofrer", disse.

Um dos fundadores do Teatro dos Sete, Torres nasceu no Rio em 1927 e fez sua primeira aparição nos palcos foi em 1949 na peça "A Dama da Madrugada", de Alejandro Casona. Saiu da capital fluminense em 1952, seguindo para São Paulo, na companhia da atriz Fernanda Montenegro, sua futura mulher.

Em 1958 assinou a primeira vez a direção de uma peça - "Quartos Separados" - quando trabalhava no Trabalho Brasileiro de Comédia (TBC). Em "O Beijo no Asfalto", de Nelson Rodrigues, Torres foi premiado como diretor revelação. Como ator, ele ganhou prêmio em "Seria Cômico.... Se Não Fosse Sério". Torres teve tripla função - direção, produção e atuação - na peça "A Mais Sólida Mansão". Na década de 80 ele produziu espetáculos de sua mulher, Fernanda Montenegro: "Dona Doida", "Um Interlúdio" e "Suburbano Coração".

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