Eleições: Vorcaro vota em presídio durante o segundo turno

Ex-controlador do Banco Master, preso preventivamente, registrou seu voto na seção instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília

Daniel Vorcaro cumpre prisão preventiva
Foto: Divulgação/ Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo
Daniel Vorcaro cumpre prisão preventiva

Daniel Vorcaro , ex-banqueiro e antigo dono do Banco Master , registrou seu voto para presidente na manhã deste domingo (25), durante o segundo turno das eleições , na seção eleitoral do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, Distrito Federal .

Preso preventivamente desde março, no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, Vorcaro tem situação eleitoral regular e transferiu seu local de votação para a Papudinha , em uma seção eleitoral disponibilizada para atender somente os presos provisórios que estejam habilitados a votar.

O ex-banqueiro, que é investigado por operações financeiras suspeitas de irregularidades no Banco Master, também votou no primeiro turno. A regularidade do título eleitoral, por si só, não interfere na situação judicial do ex-banqueiro nem representa qualquer decisão sobre as investigações relacionadas ao Banco Master .

De acordo com informações da CNN, o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto- preso desde novembro de 2025 após uma operação que envolvia descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas - também registrou seu voto na mesma seção instalada no complexo penitenciário.

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), também preso na Papudinha e investigado no caso Master, escolheu não registrar seu voto no segundo turno, assim como no primeiro.


Quem pode votar nas cadeias

A legislação eleitoral brasileira permite que pessoas presas provisoriamente votem, desde que mantenham seus direitos políticos e atendam aos requisitos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

A prisão preventiva é uma medida cautelar determinada pela Justiça durante uma investigação ou processo criminal. Ela não equivale a uma condenação definitiva e pode ser aplicada quando estão presentes os requisitos legais para sua manutenção.

Por esse motivo, pessoas nessa situação não perdem automaticamente o direito ao voto. Para as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê a instalação de seções eleitorais em estabelecimentos penais para permitir a participação dos presos provisórios aptos.

Já àqueles condenados criminalmente por decisão definitiva, quando não há mais possibilidade de recurso, têm os direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos de uma condenação criminal, sendo impedidos de votar, de acordo com a Constituição Federal.

A distinção entre prisão provisória e condenação definitiva é importante porque estar preso não significa, por si só, que o cidadão perdeu seus direitos políticos.