
O pescador esportivo Elizeu Moura Olaia, de 27 anos, capturou um curimba de 66 centímetros de comprimento e bateu o recorde brasileiro para a espécie próximo das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR).
A captura aconteceu no dia 09 de setembro e foi homologada pela BGFA na categoria Absoluto Masculino na segunda-feira (19). Conforme o relato de Elizeu, a pesca aconteceu no Clube Cataratas, no barranco do Rio Paraná.
O peixe foi devolvido à água assim que a medição foi realizada. Assista abaixo ao vídeo do momento:
Vital aos ecossistemas
A curimba (Prochilodus lineatus), também chamada curimbatá ou papa-terra, é um peixe de água doce distribuído pela América do Sul. Ele é caracterizado pelo corpo prateado com tons mais escuros no dorso.
A alimentação é composta sobretudo de detritos de matéria orgânica e pequenos organismos presentes em sedimentos no fundo de rios, de onde surgiu um de seus nomes.
A dieta integra um papel importante na cadeia alimentar e na dinâmica dos ecossistemas, como fosse um “faxineiro”, que auxilia na decomposição.
A espécie é migratória para reprodução, hábito nomeado piracema, quando os peixes se deslocam em grandes cardumes pelos rios em busca de bons pontos para desovas.
Conforme o Guia de Identificação de Peixes do Parque Estadual de Itaúnas, no Espírito Santo, o curimba pode nadar mais de 1.000 km de distância durante as migrações nos meses de verão.
Dependendo da região, a pesca da espécie é proibida durante esse período (de defeso), para garantir equilíbrio e sobrevivência de forma saudável e segura.
A espécie pode alcançar tamanhos acima de 70 centímetros, mas boa parte dos indivíduos permanece por volta dos 40-50 cm e até 3 quilogramas.
Regime de cheias e ciclo de vida
A Região Sul é conhecida pelo volume alto de chuvas e, eventualmente, as cheias que elas causam. Apesar dos problemas climáticos que isso pode causar para populações vulneráveis, esse regime hidrometeorológico é central para a espécie do curimba.
Para a piracema acontecer e o curimba se reproduzir, as cheias precisam acontecer, já que conectam novos trechos entre rios, o que permite maior dispersão da espécie e a leva a pontos mais vantajosos para a desova.