
Depois de ter prisão decretada por uma dívida de R$ 570 mil em pensão alimentícia , o comentarista político e historiador Marco Antonio Villa, 71, se posicionou sobre o caso em postagem nas redes sociais, nesta tarde de sexta-feira (16). Ele classificou a cobrança como injusta e diz que nunca teve condições financeiras para pagar o valor determinado pela Justiça.
A decisão foi proferida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões do Foro Central Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e o mandado foi expedido em 8 de outubro. Como ele não foi encontrado, agora é tratado como foragido da Justiça.
Na postagem, Villa começa chamando de midiáticas e distorcidas as notícias veiculadas sobre o mandado de prisão.
Segundo ele, em valores atuais, a pensão alimentícia que deveria pagar à ex-esposa e a um de seus filhos supera R$ 40 mil por mês. Villa afirma que, nunca teve condições financeiras para arcar com essa quantia.
"Patrimônio desfeito"
O historiador afirma que já pagou quase R$ 1,5 milhão de pensão, quantia que conseguiu por meio de venda de dois imóveis, de suas economias e empréstimos.
“Para viabilizar o pagamento desta fortuna tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho... Após ter liquidado literalmente meu patrimônio ... e me compelido a contrair dívidas onerosas, pretende-se, agora, liquidar aquilo que me é mais caro: minha saúde, minha honra e minha liberdade de ir e vir. Não esmorecerei, contudo”, afirmou.
Ainda segundo ele, são diversas ações judiciais em andamento, “visando à correção de todos os abusos cometidos” contra ele, que tramitam em segredo de justiça, e, por esta razão, não podem ter seus detalhes publicados.
“Registro, apenas, que continuo confiando na justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará”, conclui Marco Antonio Villa.