Creche nunca inaugurada deixa prejuízo de R$ 2,3 mi em Goiânia

Unidade no Madre Germana 2 previa 240 vagas; apuração municipal aponta falhas na conservação de 29 salas modulares e busca medidas para ressarcimento

Creche no setor Madre Germana 2, em Goiânia, nunca foi inaugurada; auditoria municipal estimou prejuízo de R$ 2,3 milhões com a perda das salas modulares
Foto: StreetView
Creche no setor Madre Germana 2, em Goiânia, nunca foi inaugurada; auditoria municipal estimou prejuízo de R$ 2,3 milhões com a perda das salas modulares

O abandono de 29 salas modulares destinadas a uma creche no setor Madre Germana 2, em Goiânia, causou um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos cofres municipais, segundo auditoria da Controladoria-Geral do Município (CGM) relatada pelo jornal O Popular. A estrutura, que deveria começar a receber crianças em 2020, nunca entrou em funcionamento e sofreu furtos, depredações e incêndios .

No início de outubro, a Diretoria de Auditoria-Geral da CGM se manifestou favoravelmente à adoção de providências para buscar o ressarcimento pela perda dos módulos. O despacho  ressalta que o prejuízo de R$ 2,3 milhões foi calculado na gestão anterior e precisa ser atualizado.

Creche no setor Madre Germana 2, em Goiânia, nunca foi inaugurada; auditoria municipal estimou prejuízo de R$ 2,3 milhões com a perda das salas modulares
Foto: Googlemaps
Creche no setor Madre Germana 2, em Goiânia, nunca foi inaugurada; auditoria municipal estimou prejuízo de R$ 2,3 milhões com a perda das salas modulares


O processo deve retornar à Secretaria Municipal de Educação (SME) para avaliação das medidas necessárias à recomposição dos recursos públicos, por meio de uma tomada de contas especial. A manifestação da Controladoria não significa que o dinheiro tenha sido recuperado ou que já exista uma decisão definitiva sobre quem deverá ressarcir o município.

A própria secretaria de Educação iniciou, em 2024, a apuração da deterioração das salas. O trabalho apontou uma sequência de negligências na instalação, no acompanhamento e na conservação dos módulos. Também foram abertas sindicâncias para apurar a responsabilidade de servidores diretamente ligados à gestão da estrutura.

O relatório da SME indica que as salas foram instaladas em uma área sem as condições necessárias para o funcionamento da unidade. A ausência de providências para adequar e monitorar o terreno teria deixado os módulos expostos à chuva, ao sol e à ação de terceiros.

Equipamentos e fiação foram furtados ainda em 2020. A partir de junho de 2024, três incêndios atingiram o espaço em 15 meses.