Lua da Colheita atinge pico e chama atenção em Goiás; entenda

Nome tem origem nas tradições agrícolas do Hemisfério Norte; perto do horizonte, satélite pode apresentar tons alaranjados e parecer maior

A expressão Lua da Colheita identifica a lua cheia mais próxima do equinócio de setembro, que marca o início da primavera
Foto: Arquivo pessoal/leoiran_fotoshows
A expressão Lua da Colheita identifica a lua cheia mais próxima do equinócio de setembro, que marca o início da primavera

A Lua da Colheita atingiu o pico da fase cheia no sábado (26) e chamou a atenção no céu de Goiás durante o fim de semana. Na noite de domingo (27), ela estava toda iluminada e apareceu alaranjada sobre Goiânia, compondo a paisagem com os prédios e as luzes da capital.

A expressão Lua da Colheita designa a lua cheia mais próxima do equinócio de setembro, que marca o início do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul. Neste ano, a primavera começou no Brasil na terça-feira (22), às 21h05, segundo o Observatório Nacional.

O nome tem origem nas tradições agrícolas do Hemisfério Norte. Antes da iluminação elétrica, agricultores aproveitavam a claridade da Lua para prolongar a colheita depois do pôr do sol, em uma época em que os dias começavam a ficar mais curtos.

No horizonte ela parece ainda maior

Além da cor, a impressão de uma Lua maior perto do horizonte costuma despertar curiosidade. O fotojornalista e astrofotógrafo Leoiran, que acompanhou o céu de Goiânia no domingo, explica que essa percepção está ligada à maneira como enxergamos a paisagem.

“Vemos a Lua maior no horizonte por causa de uma ilusão de ótica conhecida como ilusão lunar, que engana a forma como nosso cérebro processa o tamanho dos objetos”, afirma.

Segundo ele, os elementos ao redor ajudam a criar referências de tamanho e distância. “Quando a Lua está perto do horizonte, nós a vemos ao lado de árvores, casas e prédios.” No alto do céu, sem esses elementos próximos no campo de visão, o satélite tende a parecer menor.

Já a tonalidade alaranjada tem uma causa atmosférica. Perto do horizonte, a luz refletida pela Lua percorre um caminho maior pelo ar até chegar ao observador. Nesse trajeto, a luz azul se dispersa mais, favorecendo a predominância de tons amarelos, alaranjados e avermelhados, conforme explica a agência espacial.

As fotografias foram feitas com uma câmera Canon R8, com sensor full frame de 24 megapixels, e uma lente de 70–300 milímetros.