
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Chicago aponta para danos causados pelo “ Super El Niño
”. O levantamento mostra para o aquecimento extremo da superfície das águas do Oceano Pacífico Equatorial, a previsão é que pelo menos 451 mil mortes aconteçam pelo mundo até fevereiro de 2027, tomando por base um período de neutralidade climática.
O Brasil aparece em quinto lugar no ranking de países mais afetados, atrás apenas de Nigéria; em primeiro lugar, seguida pela Indonésia, Sudão e Índia.
O estudo prevê calor 44% mais intenso do que em um ano climático normal, desencadeando secas no Norte e Nordeste e enchentes no Sul. O levantamento estima 13 mil mortes no total, sendo 8 mil apenas de dezembro a fevereiro de 2027.
Orientação pra o período
“Parte das mortes projetadas pode ser evitada com medidas de adaptação ao calor, desde que os tomadores de decisão saibam exatamente onde ações emergenciais devem ser tomadas neste instante.” O alerta é de Michael Greenstone, cofundador do Climate Impact Lab e professor da Universidade de Chicago.
O especialista defende que a adoção imediata de estratégias preventivas, como o fortalecimento da rede de saúde, a criação de estruturas de apoio e a proteção a trabalhadores sujeitos a altas temperaturas, é crucial para salvar vidas.
Essa mobilização se mostra urgente com o início da primavera no Hemisfério Sul, período em que o forte aquecimento no Pacífico será extremo.