Aluno de medicina da UEG suspeito de estupro pode ser punido

Universidade afirma que adotará medidas se confirmar condutas passíveis de punição; movimento estudantil cobra expulsão do suspeito

Universidade Estadual de Goiás campus Itumbiara
Foto: Divulgação
Universidade Estadual de Goiás campus Itumbiara

A Universidade Estadual de Goiás (UEG) apura internamente os relatos de que um estudante de medicina da instituição teria estuprado uma jovem durante uma festa universitária em Goiânia , no início de setembro. A universidade afirmou que adotará medidas disciplinares caso sejam confirmadas condutas que permitam responsabilizar o aluno no âmbito institucional.

O estudante pertence à unidade de Itumbiara, no sul de Goiás . Em nota, a UEG declarou que as providências dependerão do resultado da apuração. O comunicado não anuncia afastamento ou expulsão, nem informa prazo para a conclusão da análise.

“Caso sejam confirmadas condutas passíveis de responsabilização no âmbito institucional, serão adotadas as medidas cabíveis, nos termos do regime disciplinar discente e das demais normas aplicáveis”, afirmou a universidade.

A instituição também declarou que, conforme as informações divulgadas, o episódio teria ocorrido fora de suas dependências, em um evento estudantil sem vínculo com atividades acadêmicas ou institucionais da UEG.

No posicionamento, a universidade disse repudiar “toda e qualquer forma de violência contra a mulher ou violação de direitos” e afirmou que a defesa da dignidade e da integridade das mulheres está entre seus princípios institucionais.

Estupro teria ocorrido durante festa

O caso ocorreu no início de setembro, durante a festa ViraDevasta, organizada por atléticas da UFG em Goiânia. Segundo relatos de organizadores, a jovem teria sido encontrada sem roupas e inconsciente em um banheiro de acesso restrito, com o estudante sobre ela.

A Polícia Militar foi acionada, e a festa terminou antes do previsto. Conforme o veículo, o suspeito foi preso em flagrante e liberado posteriormente.

Após a repercussão, o movimento estudantil Correnteza cobrou a expulsão do aluno da UEG. A defesa informou que o processo corre em segredo de Justiça e que “só se pronunciará diante das autoridades policiais e judiciais”.