
Os candidatos ao governo de Goiás apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral para poderem concorrer às eleições de 2026, como determina a legislação brasileira. Entre as propostas, sugeriram medidas para a Geração de Empregos.
O iG analisou os planos de governo anexados pelas candidaturas e disponíveis no DivulgaCandContas, portal de dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confira abaixo as prioridades apresentadas para a área.
Daniel Vilela
- Transformar o Centro Profissionalizante Paulo Vargas em Serviço Social Autônomo e unir instituições de ensino e empresas na oferta de cursos, estágios e residências técnicas ligados à demanda do mercado.
- Mapear permanentemente a demanda por mão de obra e integrar qualificação, Crédito Social e Pequi Bank, com microcrédito digital e orientação gerencial para pequenos empreendedores.
- Criar a INVEST GO e uma janela única de investimentos para atrair empresas, apoiar a expansão dos negócios goianos, abrir mercados e reduzir prazos e burocracias.
- Fortalecer o Goiás Inova, o empreendedorismo tecnológico e um polo de inteligência artificial e inovação, com pesquisa aplicada, retenção de talentos e empregos de alta qualificação.
- Estimular cadeias com potencial de emprego e renda, como agroindústrias, processamento de minerais críticos, turismo, Cinturão da Moda, vitivinicultura, bioeconomia e energias renováveis.
- Integrar proteção social, inclusão produtiva, qualificação, empreendedorismo e geração de renda, com ações específicas para famílias vulneráveis e jovens.
Danilo Pinheiro
O PCO apresentou um programa nacional de luta, e não um plano específico para Goiás. O próprio documento afirma que o partido não participa das eleições para fazer promessas. Parte das medidas depende da União ou de mudanças na legislação federal.
- Repor integralmente as perdas salariais, elevar os salários em 50%, reajustá-los quando o custo de vida subir 3% e fixar um salário mínimo considerado vital em pelo menos R$ 7.500.
- Reduzir a jornada para, no máximo, 35 horas semanais, distribuídas em sete horas diárias e cinco dias por semana, sem redução salarial.
- Proibir demissões e permitir a ocupação e o controle dos trabalhadores sobre empresas que dispensem funcionários ou ameacem encerrar as atividades.
- Criar um “salário-desemprego” equivalente ao último salário recebido, garantir passe livre a desempregados e trabalhadores informais e impedir despejos e cortes de serviços essenciais.
- Revogar as reformas trabalhista e previdenciária, restabelecer e ampliar a proteção da CLT e acabar com a terceirização.
- Realizar concursos públicos periódicos e elaborar um plano nacional de construção de moradias populares, apresentado como instrumento para gerar milhões de empregos.
Luciana Amorim
- Criar frentes emergenciais de trabalho em bairros pobres e no interior, com obras de saneamento e de construção e manutenção de postos de saúde e moradias populares, para gerar milhares de empregos.
- Manter auxílio emergencial até que haja oferta de emprego para a população e implantar passe livre para pessoas desempregadas.
- Criar um salário mínimo goiano com valor 100% acima da média nacional e defender o fim da escala 6x1 sem redução salarial.
- Apoiar redes de economia local e solidária, feiras agroecológicas, artesanato e pequenos produtores, além de cooperativas rurais e da agricultura familiar, com assistência técnica, capacitação, crédito e comercialização.
- Adotar incentivos ao trabalho das mulheres, ampliar vagas públicas para a população negra e promover qualificação e inserção profissional de pessoas LGBT+, mulheres trans, travestis e jovens das periferias.
- Realizar concurso público para suprir o déficit de profissionais da educação, reestatizar a Celg e interromper a privatização da Saneago.
Luís César Bueno
- Organizar oito Zonas Econômicas Verdes, com áreas preparadas para investimentos, planos regionais de infraestrutura, qualificação, fornecedores locais e cadeias produtivas adequadas às vocações de cada território.
- Ofertar 50 mil vagas de qualificação ligadas à demanda regional, com estágio, aprendizagem, formação dual e educação profissional, além de implantar oito Laboratórios de Desafios Regionais.
- Integrar 10 mil pequenos negócios, cooperativas ou produtores às cadeias econômicas e exigir que grandes empresas apoiadas pelo Estado apresentem oportunidades locais de compras, serviços, profissões e fornecedores.
- Criar oito agendas regionais de turismo e eventos, captar, criar ou ampliar pelo menos 32 eventos estratégicos e vincular o apoio público a fornecedores locais e à qualificação em hospitalidade e produção.
- Estruturar 20 projetos de economia verde e apoiar polos de reciclagem, cooperativas de catadores e empresas que utilizem materiais reciclados, com crédito e incentivos voltados à geração de empregos verdes.
- Realizar concurso amplo e regular para a Secretaria de Estado da Saúde, dimensionado para cerca de 4.056 cargos vagos, reestatizar gradualmente a gestão hospitalar, combater a pejotização e fortalecer a Iquego.
Marconi Perillo
- Simplificar, digitalizar e integrar os procedimentos para abertura, implantação e expansão de empresas, com regras mais claras, prazos definidos e redução de exigências repetidas.
- Atrair investimentos e apoiar empresas já instaladas, com foco em industrialização, fornecedores locais e novas cadeias de tecnologia, inteligência artificial, biotecnologia, energia limpa e minerais estratégicos.
- Retomar e modernizar o Banco do Povo para oferecer crédito a micro e pequenos empreendedores, combinado com capacitação, orientação, inovação, transformação digital e acesso às compras públicas.
- Planejar a qualificação conforme as vagas e vocações regionais, incluindo autônomos e trabalhadores de plataformas, e aproximar instituições de ensino, empresas e sistemas de intermediação de emprego.
- Criar o Aluno Empregado para a primeira experiência de estudantes do ensino médio, retomar o Jovem Cidadão e ampliar a CNH Social quando a habilitação favorecer trabalho e renda.
- Fortalecer agricultura familiar e cooperativas com assistência, crédito, qualificação, agregação de valor, compras públicas e acesso a mercados; apoiar também a profissionalização na cultura, na economia criativa e no turismo.
Wilder Morais
- Criar um mapa regional de vagas, salários e profissões em falta e implantar o Curso com Vaga, com empregador, seleção ou prática supervisionada vinculados à formação.
- Criar o Primeiro Salário, pelo qual o Estado pagaria meio salário mínimo durante os seis primeiros meses de contratação de jovens sem experiência, com formação e acompanhamento.
- Criar a CNH do Trabalho para custear habilitações profissionais de inscritos em programas sociais e o Emprego do Lado de Casa, com polos em cidades médias e pequenas e estratégia para o Entorno.
- Oferecer requalificação e intermediação a trabalhadores com mais de 40 anos e criar apoio à contratação e à permanência de pessoas com deficiência.
- Implantar o Primeira Renda, com capacitação, insumos e crédito sem juros; reunir crédito e orientação no Empreende Goiás; apoiar mulheres e cooperativas; e criar um Hub de Inovação e Criatividade.
- Buscar a adesão dos municípios para abrir negócios de baixo risco em até 48 horas e acelerar licenças e autorizações pelos programas Goiás Mais Simples e Agiliza Goiás.
- Condicionar incentivos a investimento, empregos, remuneração, compras locais e resultados, com estímulo à agroindustrialização, à economia circular e ao processamento de terras raras e outros minerais críticos dentro de Goiás.