
Os candidatos ao governo do Rio Grande do Sul que concorrem às eleições 2026 apresentaram seus planos de governo à Justiça Eleitoral, cumprindo à legislação eleitoral brasileira.
Com base nos planos de governo anexados pelos candidatos e que estão disponíveis no DivulgaCandContas, portal de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o iG traz as prioridades que cada um elencou para a área da educação.
Veja os principais pontos apontados pelos candidatos, organizados em ordem alfabética.
Cesar Pontes (PCO)
- Ensino público, gratuito e de qualidade;
- estatização do ensino privado;
- destinação de verbas públicas exclusivamente ao ensino público;
- fim dos vestibulares e livre ingresso nas universidades;
- piso salarial nacional dos professores de pelo menos R$ 8,5 mil;
- jornada máxima de 30 horas semanais para professores;
- eleição direta de diretores;
- participação de estudantes, professores e funcionários na gestão das universidades;
- fim da proibição do uso de celulares nas escolas.
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Gabriel Souza (MDB)
- Consolidar e ampliar o Alfabetiza Tchê e criar uma política permanente de recomposição da aprendizagem;
- fortalecer a alfabetização matemática;
- ampliar a educação infantil e o ensino em tempo integral;
- ampliar a educação integral nos anos finais do fundamental e no ensino médio;
- fortalecer a formação e o desenvolvimento dos profissionais da educação;
- ampliar programas como o Professor do Amanhã;
- integrar dados das redes de ensino para orientar políticas públicas;
- incluir tecnologia, educação financeira, empreendedorismo, cooperativismo, sustentabilidade e competências socioemocionais;
- criar o Profissão na Mão, com previsão de 80 mil novas vagas de ensino técnico até 2030 e investimento de R$ 600 milhões por ano;
- incentivar a iniciação científica;
- ampliar ações de saúde mental, bem-estar e prevenção da violência nas escolas;
- ampliar a EJA articulada à formação profissional;
- modernizar infraestrutura, conectividade e acessibilidade das escolas;
- fortalecer a educação indígena e quilombola;
- aperfeiçoar programas de permanência, como o Todo Jovem na Escola, para reduzir o abandono.
Juliana Brizola (PDT)
- Implantação gradual dos CIEPs, com educação em tempo integral, alimentação, reforço pedagógico, cultura, esporte, tecnologia e apoio socioemocional;
- cumprimento do percentual constitucional destinado à educação;
- recuperação e modernização da infraestrutura escolar;
- retomada da gestão democrática, com eleição de diretores, fortalecimento dos Conselhos Escolares e dos grêmios;
- criação de um Pacto Gaúcho pela Alfabetização e Educação Básica com os 497 municípios;
- ampliação da EJA e da busca ativa escolar;
- fortalecimento das escolas do campo, das águas e das florestas;
- transporte escolar público, gratuito e seguro para estudantes da zona rural;
- reconstrução das carreiras da educação, pagamento do Piso Nacional do Magistério e realização de concursos;
- criação de uma Rede Gaúcha de Formação Docente Continuada e fortalecimento da UERGS;
- reestruturação das escolas técnicas em Institutos Estaduais de Educação Profissional (IERS);
- expansão da conectividade, inclusão digital, educação especial e educação antirracista;
- ampliação das salas de recursos multifuncionais e dos profissionais de apoio;
- elaboração de um novo Plano Estadual de Educação Pública decenal, com participação da comunidade.
Luciano Zucco (PL)
- Garantir alfabetização, fluência leitora, escrita e aprendizagem de matemática até o fim do 2º ano;
- criar uma política permanente de recomposição e recuperação da aprendizagem, com diagnóstico, tutoria, reforço e planos individualizados;
- aperfeiçoar os critérios de recuperação e promoção escolar;
- aperfeiçoar o SAERS e as avaliações diagnósticas;
- estabelecer metas de aprendizagem, frequência e conclusão;
- qualificar a formação das equipes diretivas e dos professores;
- ampliar a educação profissional e técnica de acordo com as vocações regionais;
- ampliar progressivamente a jornada integral e o contraturno;
- integrar dados de frequência e aprendizagem para identificar alunos em risco de abandono;
- criar protocolos para combater bullying, assédio, automutilação e violência escolar;
- ampliar o atendimento educacional especializado e a tecnologia assistiva;
- ampliar conectividade e uso pedagógico da inteligência artificial;
- realizar um planejamento plurianual de manutenção da infraestrutura escolar;
- fortalecer a formação inicial de professores e o Curso Normal;
- ampliar a atuação da UERGS na formação docente;
- ampliar as escolas cívico-militares e os Colégios Tiradentes, priorizando áreas vulneráveis.
Marcelo Maranata (PSB)
- Modernizar escolas, bibliotecas, laboratórios, espaços esportivos e ambientes de aprendizagem;
- fortalecer o sistema de bibliotecas escolares e as políticas de leitura;
- ampliar equipes de busca ativa escolar;
- aperfeiçoar o Todo Jovem na Escola, mantendo bolsas vinculadas à permanência, frequência e evolução acadêmica;
- criar o programa Férias na Escola, mantendo determinadas escolas abertas nos recessos para alimentação, esporte, cultura, reforço e tecnologia;
- ampliar gradualmente o ensino em tempo integral;
- criar 2 mil Escolas de Empreendedores, com cursos de iniciação profissional, gestão, finanças, tecnologia, cooperativismo e empreendedorismo;
- estabelecer parcerias com Sebrae, Senai, Senac, universidades, institutos federais, cooperativas e empresas;
- aproximar o ensino médio e a educação profissional das vocações econômicas regionais;
- ampliar o Partiu Futuro e sua integração com estágio, aprendizagem e primeiro emprego;
- criar incentivos para atrair e manter professores em áreas de difícil provimento;
- usar dados individualizados de aprendizagem para identificar defasagens e oferecer recuperação durante o ano letivo.
Priscila Voigt (UP)
- Investimento massivo na educação estadual;
- não permitir a militarização das escolas;
- impedir privatizações e PPPs na educação;
- garantir eleição direta para diretores;
- valorizar professores e demais profissionais da educação;
- abrir concursos públicos e convocar aprovados em concursos anteriores;
- garantir contratação direta em todas as atividades escolares;
- defesa da escola pública como serviço estatal.
- O programa oficial é denominado “Programa da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul” e foi apresentado à Justiça Eleitoral.
Rejane de Oliveira (PSTU)
- Aplicar imediatamente os 25% do orçamento em educação;
- acabar com PPPs e terceirizações na educação;
- efetivar professores contratados e realizar concursos públicos;
- ampliar a gestão democrática e acabar com a militarização das escolas;
- universalizar uma escola pública, gratuita e de qualidade;
- ampliar vagas em creches e escolas públicas;
- criar um plano estadual de permanência e combate à evasão, com transporte, alimentação e apoio pedagógico e psicossocial;
- fortalecer o ensino noturno, os NEEJAs e a EJA;
- ampliar e fortalecer a UERGS;
- revogar integralmente o Novo Ensino Médio e a BNCC, defendendo currículos elaborados pelos educadores;
- valorizar carreira e salários dos profissionais da educação;
- revogar a Lei Estadual 15.451/2020, que alterou o plano de carreira do magistério;
- criar piso nacional para profissionais da educação não docentes;
- efetivar contratos temporários e terceirizados;
- garantir professores e funcionários em todas as disciplinas.