
Sete pessoas são suspeitas de partipar de um esquema que teria causado prejuízo de mais de R$ 165 mil a uma idosa de 75 anos, em Goiânia. Integrantes do grupo. Integrantes do grupo se apresentavam como delegado e policial para conquistar a confiança da vítima e induzi-la a realizar transferências bancárias.
Segundo a denúncia, à qual o iG teve acesso, o primeiro contato com a a senhora ocorreu em 30 de setembro de 2024.
Segundo a investigação, o homem que se apresentava como “delegado Marcos Santos” utilizava terno, exibia distintivo e mantinha ao fundo um banner com a inscrição Polícia Civil
. Ele telefonava para a idosa para informar que enviaria uma policia para recolher o cartão bancário dela.
A vítima também foi orientada a escrever, de próprio punho, uma carta solicitando o bloqueio do cartão e que uma policial retornaria para acompanhar a idosa até uma agência bancário. Já no banco, a vítima teria sido induzida a utilizar a biometria em um caixa eletrônico sob a justificativa de que o procedimento serviria para bloquear outro cartão.
Segundo a investigação, no entanto, a operação não foi concluída porque não havia dinheiro disponível na conta naquele momento.
Transferências somaram R$ 115 mil
O falso delegado teria solicitado que a idosa transferisse R$ 45 mil para uma conta indicada por ele. O suspeito alegou que o procedimento seria necessário para impedir que o suposto gerente tivesse acesso ao dinheiro.
Convencida de que estava colaborando com uma investigação policial e protegendo os próprios recursos, a vítima foi até uma agência bancária e realizou a transferência. Posteriormente, ela recebeu outra ligação e foi orientada a enviar mais R$ 70 mil para a mesma conta. Totalizado R$ 115 mil em transferências.
Um terceiro repasse também foi solicitado, desta vez no valor de R$ 80 mil. Um carro de aplicativo foi enviado à residência da vítima para levá-la até o banco. Porém, valor não foi transferido, pois uma funcionária do banco desconfiou da movimentação e alertou a idosa de que ela poderia estar sendo vítima de um golpe.
No mesmo dia, mulher descobriu que havia sido contratado um empréstimo de R$ 47.585,35 em sua conta. Os autos registram que não houve confirmação de saque do valor. Também foi identificada uma transferência de R$ 3 mil para outra conta.
Somadas às duas transferências anteriores, as movimentações contestadas chegaram a R$ 165.585,35. A tentativa de obter os outros R$ 80 mil não foi incluída nesse cálculo porque o repasse acabou bloqueado.
Investigação aponta divisão de tarefas
A análise de dados telemáticos e financeiros teria permitido à Polícia Civil identificar conexões entre os investigados. Conforme os documentos, o esquema seria dividido entre um núcleo responsável pelas ligações, pela manipulação da vítima e pela organização da fraude e outro encarregado da abordagem presencial e do transporte da idosa até as agências bancárias.
Parte dos envolvidos nas ligações estaria em São Paulo, enquanto o núcleo presencial atuaria em Goiânia. A investigação também encontrou indícios de ligação financeira entre pessoas apontadas como integrantes dos dois grupos.