
“Esse é um dos crimes que mais me estarreceram nos últimos anos, em razão da gravidade, em razão da maldade, em razão dos males físicos e psicológicos que foram suportados pela vítima”. Dessa forma, o promotor do Ministério Público de Goiás (MPGO), Luís Gustavo Soares Alves, classificou, em audiência de custódia realizada no sábado (22), o caso da mulher que foi sequestrada, acorrentada e amordaçada em Águas Lindas, em Goiás.
Seu ex-companheiro, o comerciante Ailton Rodrigues de Souza, suspeito dos crimes, foi detido na última sexta-feira (21), após a vítima, Emiliane Tamara Nunes Carvalho, ser resgatada por policiais militares.
Leia também: PM prende suspeito por tentativa de feminicídio na Zona Sul de SP
De acordo com o promotor, a vítima havia solicitado medidas protetivas contra o ex-companheiro, mas os pedidos foram indeferidos pelo Poder Judiciário. Ainda segundo ele, o caso envolve crimes de cárcere privado, estupro de vulnerável, Estatuto do Desarmamento e ameaça.
“Uma situação que realmente nos causa preocupação, comoção e perplexidade”, afirmou.
E enfatizou ainda que o suspeito fez uso de substâncias químicas para que a vítima fosse sedada e submetida a agressões físicas e a violências sexuais.
Após a audiência de custódia, a Justiça decidiu manter o comerciante preso, atendendo pedido do MP, que representou pela conversão da prisão para preventiva, segundo portal Mais Goiás.
O caso
Emiliane estava desaparecida desde 17 de agosto , quando saiu de casa para ir a uma consulta e não retornou. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento após a consulta.
Segundo informações da PMGO, ela foi sequestrada pelo ex-companheiro e mantida sedada em um cativeiro. Suspeito do crime, seu ex-companheiro foi abordado pela equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), na sexta-feira, cinco dias depois do desaparecimento. Depois disso, os policiais chegaram ao cativeiro e libertaram a mulher.