
Entre os dias 24 e 28 de agosto, familiares de pessoas desaparecidas poderão fornecer material genético gratuitamente para ajudar na identificação de pessoas que foram encontradas, estejam elas vivas ou mortas. A coleta será feita em 342 postos de atendimento em diferentes regiões do Brasil durante a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.
A mobilização também terá um posto no edifício-sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no Palácio da Justiça, em Brasília.
A iniciativa busca aumentar as chances de reunir famílias e pessoas desaparecidas . Só em 2026 já foram registrados 51.234 casos de desaparecimento no Brasil, uma média de 242 registros por dia, segundo dados da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Desse total, 13.801 casos envolveram crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, o que corresponde a cerca de 27% do total.
A coleta é simples, rápida, sem dor e não precisa de exame de sangue. Um profissional passa um cotonete na parte interna da bochecha para retirar uma pequena quantidade de material genético.
Com as amostras, é criado um perfil genético, que funciona como uma espécie de identificação pelo DNA . Esse perfil pode ser comparado com o material genético de pessoas encontradas e que a identidade ainda não foi confirmada.
A comparação também pode ser feita com dados dos bancos de DNA dos estados e do banco nacional. Dessa forma, aumenta a possibilidade de descobrir quem é uma pessoa encontrada e verificar se ela está entre os casos de desaparecimento registrados.

Quem pode doar o DNA
A prioridade é para os familiares mais próximos da pessoa desaparecida. A recomendação é seguir esta ordem:
- pai ou mãe biológicos;
- filhos biológicos e o outro pai ou mãe;
- irmãos biológicos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe.
Se esses parentes não puderem participar, outros familiares também poderão dar o material genético.
Crianças também podem fazer a coleta, desde que estejam acompanhadas por um responsável legal.
O familiar deve levar um documento de identificação e, se possível, as informações do Boletim de Ocorrência (BO) registrado sobre o desaparecimento . São necessários dados como o número do registro, o estado e a delegacia responsável pelo caso.
A coleta pode ser feita mesmo que o familiar esteja em outro estado. Basta procurar um dos postos disponíveis e informar aos profissionais onde o desaparecimento aconteceu.
Quando o caso ocorreu em outro país, também é possível fazer a busca com a comparação de bancos de DNA de outros países .
Quem já forneceu material genético antes não precisa fazer uma nova coleta.
Não é preciso esperar a mobilização
A coleta de DNA não acontece só nos dias da mobilização. Familiares podem fornecer o material genético a qualquer momento, mesmo que a pessoa esteja desaparecida há muitos anos.
Para isso, é preciso ter um Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento. Se o documento ainda não foi registrado, a família deve procurar a delegacia mais próxima para comunicar o desaparecimento .
Caso a pessoa seja achada, será feito um documento oficial com o resultado e o laudo será encaminhado à delegacia responsável pela investigação. Depois, a equipe policial entrará em contato com a família para avisar sobre a identificação e explicar os próximos passos.
Quem não conseguir comparecer a um dos postos deve entrar em contato com o ponto de coleta mais próximo para que a equipe avalie a melhor forma de fazer o procedimento.
Os interessados podem conferir os pontos de coleta pelo site do gov.br.