
Um bombeiro militar de folga salvou uma bebê que estava engasgada com um pedaço de plástico na madrugada desta sexta-feira (21), em Goiânia
. O sargento Diogo Araújo, do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), estava em casa quando foi chamado pela filha e encontrou um casal no portão da residência, com a criança no colo
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Ao iG, o militar disse que a família sabia que ele era bombeiro e buscou ajuda assim que percebeu o engasgo. “A mãe gritou: ‘Você é bombeiro, me ajuda, meu neném está engasgado’. Abri o portão e fui ajudar”, relatou
Ao receber a criança nos braços, o sargento percebeu que ela ainda conseguia chorar, sinal de que havia passagem parcial de ar pelas vias respiratórias. Diante do desespero dos pais, ele procurou tranquilizá-los enquanto avaliava a situação.
“Eu falei: ‘Ela está chorando, isso é um bom sinal. Pode ficar calmo, porque ainda tem um pouco de respiração’”, contou. Em seguida, o bombeiro levou a criança para um ponto mais iluminado da residência, onde conseguiu visualizar o que causava a obstrução.
De acordo com o sargento, um pedaço de plástico se movimentava na garganta da bebê conforme ela respirava e chorava.
“Quando ela expirou, a ponta do plástico apareceu. Eu consegui manter a boca aberta e puxar com o dedo. Havia uma obstrução, mas era parcial”, explicou. Após a retirada do objeto, a respiração foi restabelecida e a criança parou de chorar.
Ele afirmou que a retirada manual só foi possível porque o objeto estava visível e se deslocou para uma posição que permitia alcançá-lo. Segundo o sargento, uma tentativa inadequada poderia empurrar o plástico ainda mais para dentro da garganta e agravar o quadro.
Manter a calma é fundamental
O bombeiro também relatou já ter atendido outra criança em uma situação semelhante, há cerca de três ou quatro anos. Na ocasião anterior, porém, o engasgo teria sido provocado por líquido, o que exigiu a aplicação de tapotagem — técnica que consiste em golpes controlados nas costas, entre as escápulas, para tentar desobstruir as vias respiratórias.
Para o sargento, manter a calma e conhecer as técnicas adequadas de primeiros socorros pode ser decisivo em casos de engasgo, especialmente entre pais e responsáveis por crianças pequenas. Ele ressaltou, porém, que cada ocorrência exige uma avaliação diferente e que intervenções incorretas podem piorar a obstrução.
“É preciso ter calma e saber o que fazer. Cada situação exige uma conduta. É importante observar o que está provocando a obstrução e tomar cuidado para não empurrar o objeto ainda mais”, declarou.
O sargento destacou ainda que ocorrências de engasgo podem evoluir rapidamente. Embora o Corpo de Bombeiros possa ser acionado pelo telefone 193, o atendimento inicial prestado por alguém que esteja no local pode ser determinante enquanto a equipe de emergência se desloca.
“Quando a viatura é chamada, a equipe vai rapidamente. Mas existe a triagem e o tempo de deslocamento do quartel até o endereço. Nesse caso, como eles sabiam que eu morava aqui, procurar a minha casa foi mais rápido”, disse.
Para o militar, conseguir restabelecer a respiração da bebê foi uma experiência gratificante. “É muito bom quando acontece uma situação dessas e a gente consegue reverter. É tudo muito rápido. Quando fica tudo bem, é muito gratificante”, concluiu.