
Um dos episódios de El Niño mais intensos já registrados no século no Brasil está sendo previsto por especialistas para os próximos meses e nenhuma cidade do país está preparada para o que está por vir, sobretudo as grandes cidades. O alerta é da professora do Departamento de Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em planejamento urbano, Rossana Brandão Tavares.
A probabilidade de o fenômeno atingir a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro, colocando o evento entre os mais intensos observados desde 1950, é de 81%, segundo o Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Os efeitos climáticos já podem ser sentidos e vão continuar atuando no país até o início de 2027. Os impactos do El Niño são divididos por regiões; enquanto a região Sul concentra o maior risco de desastres climáticos ligados a temporais, vendavais e cheias de rios, devido ao bloqueio de frentes frias, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul devem enfrentar a situação hidrológica mais crítica, com seca de severa a extrema . As temperaturas, em geral, deverão ficar até 5 graus acima da média.
Convivência com extremos climáticos
A professora Rossana Brandão Tavares aponta que a maioria dos municípios brasileiros, cerca de 90%, já precisou enfrentar casos concretos de desastres socioambientais nos últimos 30 anos, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Dessa forma, segundo ela, é possível considerar que a convivência com extremos climáticos já não é eventual ou concentrada em poucas regiões brasileiras. E outro ponto preocupante, na avaliação da professora, são os dados deste ano da Confederação Nacional dos Municípios, revelando que mais de 1.200 municípios não possuem defesa civil organizada.

Rossana defende a urgência de se lidar de forma estrutural com os problemas urbanos das cidades brasileiras. Para ela, cada vez mais, a população está submetida a uma governança urbana empresarial que tem deixado de lado um planejamento que promova investimentos, em especial em saneamento básico, além da articulação do ordenamento e controle do uso do solo com as características socioambientais de cada região, sobretudo em áreas de encostas, às margens de rios, lagoas, mares e oceanos.
Muitos problemas a enfrentar
A especialista em planejamento urbano ressalta ainda que os impactos do El Niño serão vividos de forma diferente, a depender de onde e em que condições a pessoa reside, circula ou mesmo trabalha nas cidades.
E afirma que, de forma geral, o planejamento urbano tem favorecido a especulação imobiliária que, por sua vez, valoriza o uso do solo em áreas menos sujeitas a alagamentos e deslizamentos de terra e com melhor infraestrutura, empurrando a população de baixa renda para os bairros mais precários e mais vulneráveis a esses riscos.
Outra questão importante apontada pela especialista é o problema da impermeabilização do solo e a importância de se construir alternativas de pavimentação como também zoneamento para controle de novas ocupações, além da urbanização adequada de favelas e assentamentos precários.
Para a professora Rossana, dá tempo de reduzir danos, não de reverter décadas de descaso em poucos meses, mas de mudar a forma como as cidades respondem, antes que o pior aconteça. O desafio, para ela, não é falta de solução técnica, é falta de prioridade política e de recursos direcionados a quem mais precisa.
Efeitos já são sentidos e se agravam em setembro
O professor do professor do departamento de Engenharia Agrícola e do Meio Ambiente da UFF, Márcio Cataldi, explica que o El Niño já tem mostrado seus efeitos, com ocorrências registradas no mês de julho, como a ventania que atingiu o Rio de Janeiro e o litoral de São Paulo, deixando mortes e estragos, no fim de julho.
Segundo ele, quando a temperatura permanece durante três meses 0.5 graus acima da média observada entre 1980 e 2010 na região mais central do Oceano Pacífico Equatorial, a NOAA já considera El Niño. E a temperatura já está cerca de 2 graus acima da média nessa região. E na região mais próxima da costa da América do Sul, já ultrapassou 4 graus.
Ainda segundo Cataldi, os efeitos mais clássicos deste fenômeno são as secas, em toda a região central do Brasil e grande parte do Norte e Nordeste, como já está acontecendo. Já no Sul, como as frentes frias que chegam por lá não conseguem avançar por conta da massa de ar descendente, elas ficam paradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, às vezes no Sul de São Paulo e Sul do Mato Grosso do Sul, e acabam causando chuvas fortes .
O professor também defende medidas preventivas e diz que sua equipe vem trabalhando com várias defesas civis, com ações e orientações que possam ajudar a difundir informação e colaborar no enfrentamento da situação.
O que dizem as defesas civis
Diante das previsões e das considerações apresentadas pelos especialistas, o iG entrou em contato com as Defesas Civis estaduais sobre o que está sendo feito, visando mitigar efeitos associados ao fenômeno El Niño. Os estados que retornaram revelam que estão se organizando e mostram as iniciativas que estão sendo adotadas . Confira a seguir.
São Paulo
A Defesa Civil do Estado de São Paulo afirma que vários investimentos vêm sendo realizados, reforçando a preparação do Estado para eventos climáticos extremos, antes mesmo do anúncio de previsão de um El Niño severo.
Segundo nota do órgão, houve um aumento dos recursos que reflete o fortalecimento da política estadual de proteção e defesa civil diante da crescente ocorrência de eventos climáticos extremos. E afirma que, desde 2023, o Estado vem ampliando sua capacidade de prevenção, preparação, monitoramento e resposta, com investimentos voltados à modernização tecnológica, redução de riscos, fortalecimento das Defesas Civis municipais e apoio aos municípios atingidos por desastres.
Como parte dessa estratégia, foram investidos R$ 319 milhões em 296 obras recuperativas, distribuídas por 213 municípios, além de R$ 13,3 milhões na contratação de instrumentos de identificação de áreas de risco, beneficiando 204 municípios e ampliando a capacidade de planejamento preventivo e redução de riscos.
Na área de monitoramento, o órgão informa ainda que o Governo Estadual modernizou o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), criou o Centro Paulista de Radares e Alertas Meteorológicos (CePRAM), implantou a Sala SP Sempre Alerta e ampliou a cobertura por radares meteorológicos. Também fortaleceu a comunicação de riscos com a incorporação da tecnologia Cell Broadcast ao sistema de alertas e a implantação de uma rede estadual de 12 sirenes em áreas vulneráveis. Somente em 2026, até julho, foram emitidos 4.212 alertas, sendo 3.831 por SMS e 381 por Cell Broadcast .
O fortalecimento da atuação municipal também foi prioridade. Desde 2023, foram investidos R$ 159,7 milhões na aquisição e entrega de 526 veículos e 1.847 equipamentos, incluindo 148 caminhões-pipa, além da capacitação de aproximadamente 18 mil agentes municipais, ampliando a capacidade de prevenção e primeira resposta em todo o território paulista.
Na resposta aos desastres, a Defesa Civil paulista afirma que o estado destinou R$ 16,4 milhões em recursos emergenciais para municípios atingidos por eventos climáticos extremos e mais de R$ 9 milhões em ajuda humanitária. Em 2026, também foi entregue o novo depósito estadual de ajuda humanitária, com investimento de R$ 5,8 milhões, ampliando a capacidade logística para atendimento rápido às populações afetadas.
São investimentos feitos ao longo dos últimos anos que, segunda o órgão, refletem a estratégia do Estado de ampliar a capacidade de antecipação de riscos, fortalecer a prevenção, preparar os municípios e garantir uma resposta mais rápida e eficiente diante dos impactos provocados pelos eventos climáticos extremos.
Rio de Janeiro
De acordo com informações fornecidas ao iG pela Defesa Civil do Rio de Janeiro, a estratégia do governo fluminense para o enfrentamento do El Niño desde ano está baseada em monitoramento contínuo, planejamento integrado, fortalecimento da capacidade de resposta, prevenção de incêndios, proteção dos sistemas de água e energia, preparação da rede de saúde e assistência social, além da coordenação entre diferentes órgãos públicos para reduzir os impactos sobre a população e os serviços essenciais.
Como investimento na coordenação integrada das ações, o estado criou o Comitê Estadual de Enfrentamento aos Efeitos do El Niño, coordenado pela Defesa Civil, reunindo 18 órgãos estaduais para integrar monitoramento, prevenção e resposta aos impactos do fenômeno.
O monitoramento é permanente, segundo o órgão, com acompanhamento 24 horas das condições climáticas, hidrológicas e ambientais pelo Cemaden-RJ e pela nova Sala de Situação do El Niño, responsável por produzir boletins técnicos, cenários e análises para apoiar decisões rápidas.
Também houve fortalecimento da Defesa Civil, com atualização dos planos de contingência, ampliação dos sistemas de alerta e sirenes em áreas vulneráveis, apoio às defesas civis municipais e atuação da F orça Especializada da Defesa Civil para resposta a desastres.
A prevenção e combate a incêndios florestais é atribuição das equipes da Operação Extinctus 2026, que monitoram áreas de maior risco com utilização de recursos terrestres e aéreos durante o período de estiagem.
O estado também atua com monitoramento das principais bacias hidrográficas e elaborou um plano de contingência para o setor elétrico, em parceria com concessionárias, visando aumentar a resiliência da infraestrutura diante de ondas de calor, estiagens e tempestades.
Ainda aponta a preparação da rede de saúde, com monitoramento dos impactos do calor extremo e de outros riscos ambientais, incluindo capacitação de gestores municipais em parceria com a Fiocruz, e da rede de assistência social e proteção à população vulnerável, com capacitação das equipes municipais para atuação em emergências, manutenção de abrigos temporários e oferta de programas de apoio.
Espírito Santo
A Defesa Civil do Espírito Santo (ES) afirmou à reportagem, por meio de nota, que o governo estadual está acompanhando de forma permanente a evolução do fenômeno El Niño 2026/2027 e já reforça ações de prevenção e adaptação para minimizar possíveis impactos no território capixaba.
Entre as medidas que estão em andamento, estão o fortalecimento dos sistemas de monitoramento e alerta da Defesa Civil, a mobilização de brigadas de prevenção e combate a incêndios florestais , a fiscalização do uso dos recursos hídricos, o monitoramento das bacias hidrográficas e o acompanhamento das condições meteorológicas em tempo real.
No Estado, as ações envolvem órgãos como Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (CBMES), Polícia Militar Ambiental e a Defesa Civil Estadual.
Na área agrícola, o Incaper intensificará as orientações aos produtores rurais sobre manejo da vegetação, uso racional da água e adoção de práticas que aumentem a resiliência das propriedades. O objetivo é reduzir vulnerabilidades especialmente na agricultura familiar, considerada um dos setores mais sensíveis aos períodos prolongados de estiagem.
A segurança hídrica também integra o conjunto de prioridades. A Agerh ampliará o monitoramento das vazões dos rios e reservatórios, além de orientar usuários sobre o uso consciente da água. Paralelamente, programas estruturantes como o Reflorestar e os investimentos do Fundo Cidades voltados à adaptação climática continuam contribuindo para aumentar a capacidade de resposta do Estado frente aos eventos extremos.
Paraná
A Defesa Civil Estadual do Paraná destaca que adota uma série de medidas preventivas para auxiliar os municípios e a população na preparação para os possíveis efeitos do fenômeno El Niño. Por meio do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), o Estado investiu mais de R$ 100 milhões em obras desde 2023.
Nos últimos sete meses foram repassados R$ 16 milhões para obras de prevenção nos municípios de Londrina, Guaratuba e Espigão Alto do Iguaçu . Os valores estão sendo investidos na construção de pontes e sistemas de drenagem que visam solucionar os transtornos gerados por enxurradas ou inundações. O fundo tem mais recursos e está à disposição das prefeituras.
Ainda de acordo com o órgão, o litoral recebe especial atenção em razão do histórico de eventos ligados ao excesso de chuva . Nos municípios de Morretes e Antonina, por exemplo, foram realizados este ano dois simulados de inundação em comunidades localizadas em áreas de risco, reforçando orientações para a população.
A Defesa Civil do Paraná informa que também intensificou o trabalho de orientação com as prefeituras de todo o estado, com prioridade nos municípios com rios e córregos, reforçando a relevância das ações de limpeza e desassoreamento dos canais, revisão e ampliação do sistema de drenagem. Também foi estabelecido um calendário de reuniões com operadores de barragens visando assegurar o cumprimento das normas de segurança nestes locais.
E, por fim, a Defesa Civil destaca que atua junto às operadoras de telefonia para ampliar a conectividade em áreas com recorrência de desastres. Informa que novas torres serão instaladas no Paraná e 12 locais considerados sensíveis passarão a receber a cobertura essencial para o envio de alertas de desastres, feito por mensagens que chegam pelo celular.
Alagoas
A Defesa Civil de Alagoas afirma que o estado está em fase de elaboração do Plano de Contingência Estadual para o enfrentamento dos possíveis impactos do fenômeno El Niño .
Para esse planejamento, já foram realizadas reuniões com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SEAGRI), a Secretaria de Estado da Assistência e Desenvolvimento Social (SEADES), a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL), entre outros órgãos estaduais.
O objetivo é alinhar as estratégias e dar continuidade à construção do plano.
Pernambuco
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (SEPDEC), informou que segue coordenando a Operação Estiagem 2026 com ações integradas voltadas à redução dos impactos da escassez hídrica no Estado.
A operação reúne diversos órgãos estaduais, entre eles a Defesa Civil, a APAC, a COMPESA, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e as Secretarias Estaduais de Assistência Social, Saúde e Meio Ambiente.
Entre as principais ações estão visitas técnicas aos municípios em Situação de Emergência, reuniões de articulação regional, apoio ao recadastramento de famílias atendidas pela Operação Carro-Pipa, monitoramento das condições meteorológicas, dos reservatórios e do abastecimento de água, além da orientação às Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil (COMPDECs) e da elaboração de diagnósticos técnicos para renovação dos decretos de emergência.
A COMPESA reforçou o monitoramento dos mananciais e adotou medidas para garantir o abastecimento de água.
Já o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) ampliou a assistência técnica aos agricultores familiares, incentivando o uso racional da água, a adoção de tecnologias adaptadas ao Semiárido e o fortalecimento da infraestrutura hídrica rural. As Secretarias de Assistência Social e de Saúde também intensificaram o apoio aos municípios nas áreas socioassistencial e de vigilância em saúde.
As ações da Operação Estiagem 2026 têm como objetivo minimizar os impactos da seca e fortalecer a resposta do Estado aos municípios, beneficiando cerca de 1,8 milhão de pernambucanos potencialmente afetados pela redução da disponibilidade hídrica.
Rio Grande do Sul
O governo do Rio Grande do Sul lançou, no mês de junho, o Programa Estadual de Preparação para Eventos Extremos (Prepara RS – El Niño), a fim de preparar os municípios para potenciais efeitos associados ao fenômeno El Niño entre 2026 e 2027. A iniciativa e suas ações foram regulamentadas por meio de decreto.
De acordo com o governo estadual, o Prepara RS tem como objetivos ampliar as capacidades institucionais e operacionais dos responsáveis pelas ações de gestão de riscos e desastres e apoiar os municípios na implementação de medidas de prevenção, mitigação e preparação para desastres.
Entre outras ações, serão destinados cerca de R$ 33 milhões para 141 municípios considerados mais suscetíveis a impactos de eventos extremos. Ainda de acordo com o governo estadual, além de investimentos na Defesa Civil e forças de segurança, estão sendo realizadas obras de recuperação de sistemas de proteção contra cheias.
O decreto também orienta ações para os municípios, como a atualização de planos de contingência, de áreas de risco e de populações vulneráveis; execução de ações preventivas de limpeza e manutenção, e realização de capacitações.
No lançamento do programa, também ocorreram o lançamento da Rede de Voluntariado em Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul – que conta com uma plataforma específica para gestão e cadastramento de voluntários – e a assinatura da contratação integrada para construção do Centro Estadual de Logística Humanitária (Celog), com investimentos de R$ 38,4 milhões.
Plano do Governo Federal
O Governo Federal anunciou no fim de julho um plano de preparação para enfrentar possíveis impactos provocados pelo fenômeno El Niño nos próximos meses, prevendo investimento de R$ 1,335 bilhão em ações preventivas e de resposta. O foco será o abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento hidrológico, fiscalização ambiental e combate a incêndios florestais.
A coordenação do plano será feito pela Sala de Situação do El Niño, que reúne 24 ministérios e órgãos federais responsáveis pelo acompanhamento das condições climáticas, gestão de riscos, defesa civil, segurança hídrica, abastecimento, saúde, energia e prevenção de incêndios, a partir de informações produzidas pelo Cemaden, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet ), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Defesa Civil Nacional e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Ainda de acordo com o plano, que foi apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do total de recursos previstos, R$ 998 milhões serão destinados às áreas de segurança alimentar, saúde e monitoramento hidrológico. Outros R$ 337 milhões correspondem ao crédito extraordinário autorizado por Medida Provisória (MP) para ações de fiscalização ambiental e prevenção e combate a incêndios florestais.
A maior parcela dos recursos será destinada à formação de estoques públicos de alimentos. Estão previstos R$ 850 milhões para a aquisição de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz. O plano também reserva R$ 65 milhões para compra e distribuição de 350 mil cestas de alimentos destinadas a povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.
Os R$ 337 milhões voltados à área ambiental serão empregados em monitoramento, mobilização de equipes, aquisição de equipamentos, apoio logístico e demais ações operacionais para fiscalização ambiental e combate aos incêndios florestais.