Rodovias da ditadura: veja estradas inauguradas no regime militar

Entre 1964 e 1985, o país ganhou eixos rodoviários como Rio-Santos e Imigrantes, símbolos do período; a Transamazônica nunca foi concluída

Rio-Santos (BR-101)

Construída pelo Exército, durante a gestão do ministro dos Transportes Mário Andreazza, a Rio-Santos tinha como objetivo ligar o Rio de Janeiro ao porto de Santos, dois polos econômicos da época. No entanto, a rodovia acelerou a valorização imobiliária, o que resultou na expulsão de comunidades caiçaras, quilombolas e indígenas de suas terras para dar lugar a condomínios de luxo e resorts.

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Castello Branco (SP-280)

Sob o nome de Auto-Estrada do Oeste, a construção da rodovia começou em 1963, ainda no governo civil de Ademar de Barros. Em 1967, após a morte de Humberto de Alencar Castello Branco, o primeiro presidente do regime (1964-1967), o governo decidiu renomeá-la em sua homenagem.

Acervo da Biblioteca da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo

Rodovia dos Imigrantes (SP-160)

A Rodovia dos Imigrantes foi inaugurada em 28 de junho de 1976, pelo presidente Ernesto Geisel, que governou o Brasil de 1974 a 1979. Segundo a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), ela foi criada com o objetivo de complementar a via Anchieta e servir como um corredor de exportação, ligando a Grande São Paulo ao Porto de Santos.

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BR-040 (trecho Petrópolis-Juiz de Fora)

Petrópolis-Juiz de Fora fez parte da primeira rodovia do Brasil, a Estrada União e Indústria, inaugurada em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II. Mais de um século depois, os governos de Geisel (1974-1979) e Figueiredo (1979-1985) decidiram substituir o trecho por uma via moderna, que foi entregue em 1980.

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Transamazônica (BR-230)

Inaugurada em 1972, por Médici (1969-1974), a Transamazônica, que liga Cabedelo, na Paraíba, a Lábrea, no Amazonas, nunca teve seu projeto terminado. Dos 8.000 quilômetros prometidos, somente 4.260 foram entregues, com trechos no Pará e no Amazonas ainda não asfaltados.

Reprodução/Arquivo Nacional

Perimetral Norte (BR-210)

A Perimetral Norte (BR-210) fez parte do do Plano de Integração Nacional (PIN) de Médici (1969-1974), junto com a Transamazônica. Além de ligar o Brasil à Colômbia, ela tinha como objetivo conectar os estados do Amapá, Pará, Roraima e Amazonas. No entanto, alguns trechos seguem inacabados até hoje.

Reprodução/Arquivo Nacional

Manaus-Porto Velho (BR-319)

A Manaus-Porto Velho (BR-319) foi construída de 1968 a 1976, durante os governos de governos de Costa e Silva (1967-1969) e Ernesto Geisel (1974-1979). Buscando integrar o território da Amazônia ao restante do país, a rodovia tem cerca de 885 quilômetros.

Reprodução/Instituto Durango Duarte

Cuiabá-Santarém (BR-163)

A Cuiabá-Santarém (BR-163) também fazia parte do Plano de Integração Nacional (PIN) de Médici (1969-1974). Sua construção foi de 1970 a 1976, ano de inauguração da rodovia, com cerca de 1.764 km de extensão em cascalho.

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Motiva Pantanal/ Divulgação

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