
Um comitê especial foi criado nesta terça-feira (30), pelo Governo Federal, focado no monitoramento e avaliação dos impactos do fenômeno climático El Niño na agropecuária nacional. A formação do grupo foi oficializado com assinatura de duas portarias durante a cerimônia de lançamento do novo Plano Safra 2026/2027 , no Palácio do Planalto, em Brasília.l criada pelo Governo Federal.
A iniciativa tem como principal objetivo a proteção do produtor rural contra quebras nas colheitas e prejuízos provocados pelas instabilidades climáticas acentuadas próprias do evento climático.
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O ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula, destacou que o agro é um dos motores de desenvolvimento econômico do país e destacou que um setor com essa relevância exige políticas públicas compatíveis com sua dimensão.
No anúncio do grupo de trabalho, o ministro ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou os investimentos em órgãos parceiros e de impacto no agro nacional:

O comitê é formado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) que coordena o grupo de trabalho, com parceria estreita com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Proteção climático ao agro: objetivos práticos
Segundo informações do MAPA, o grupo de trabalho é respaldado por equipe técnica para precisar ao máximo as projeções e análises geográficas por meio destas forças institucionais que vão trabalhar em duas frentes:
- Levantamento dos riscos : identificação detalhada das regiões do Brasil e cadeias produtivas que estão mais vulneráveis e expostas às mudanças na temperatura e aos ciclos de chuvas provocados pelo fenômeno El Niño.
- Plano de ação : traçar e e sugerir providências práticas de redução, proteção e adaptação direta aos agentes rurais para enfrentamento dos períodos prolongados de estiagem ou de excesso de chuvas.
O gargalo da adaptação climática
Esse acompanhamento específico é uma resposta a uma necessidade antiga de estruturar um plano preventivo para cenários emergenciais de instabilidade climática .
Segundo relatórios internacionais científicos, como os dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), destacam com constância que a s variantes climáticas extremas já são uma realidade e põem frequentemente em risco a segurança econômica mundial.
Conforme os dados do IPCC, no panorama climático brasileiro, as variações do ciclo de chuvas junto com o aumento histórico das temperaturas vem gerando impactos agudos no setor rural . Ao mesmo tempo que as cidades sofrem com a concentração elevada de precipitações por períodos curtos, o meio agropecuário enfrenta a dualidade de manter a produção com a incerteza do tempo.
Estudos da Associação de Pesquisa Iyaleta e alertas do IPCC apontam que a mudança na infraestrutura de enfrentamento e fortalecimento dos mecanismos governamentais, como as portarias instituindo o grupo de trabalho, são meios de reduzir as baixas recorrentes no campo e protegê-lo.