STF faz 4 a 0 pela liberação de penduricalhos retroativos

Corte começou análise de recursos que pedem pagamento de parte da verba adquirida antes da decisão de março, que estabeleceu novos critérios

Fachada do Supremo Tribunal Federal
Foto: ArquivoPessoal
Fachada do Supremo Tribunal Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou, nesta sexta-feira (26), o placar de 4 a 0 pela liberação do pagamento de penduricalhos retroativos a março de 2026 a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. 

Os votos foram proferidos durante o julgamento virtual de recursos contrários à decisão da Corte que limitou os repasses dos benefícios e vetou o pagamento retroativo, em decisão proferida no dia 25 de março.

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Na ocasião, a Corte decidiu que as verbas indenizatórias pagas a magistrados e membros do Ministério Público não podem ultrapassar 35% do subsídio dos ministros do Supremo, hoje em R$ 46.366,19. O limite corresponde a cerca de R$ 16,2 mil em adicionais.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais.

O STF autorizou, na mesma decisão, a criação da Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC), um adicional concedido com base no tempo de exercício na carreira jurídica e que, considerando a combinação dos benefícios, pode elevar os rendimentos em até cerca de 70% acima do teto constitucional.

Nesta sexta, o Supremo começou a analisar no plenário virtual mais de 20 recursos apresentados contra a decisão, que  pedem a liberação do pagamento de parte da verba adquirida antes de março de 2026, dada em que a Corte definiu novos critérios para as parcelas indenizatórias.

Por se tratar de um voto conjunto, o placar já começou em 4x0 a favor do entendimento dos ministros.

Votaram os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zani n, relatores das ações que foram julgadas pelo Supremo.

Para formar maioria, são necessários ao menos seis votos. O julgamento segue aberto até a próxima terça-feira (30). Faltam os votos de seis ministros.

Pelo entendimento dos relatores, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no prazo máximo de 30 dias, deverá encaminhar ao Supremo a relação das verbas e gratificações legais que eram pagas antes da decisão da Corte.

Após receber o relatório, o Supremo poderá liberar o pagamento dos retroativos, que deverão observar o limite de 35% fixado anteriormente.

Penduricalhos 

“Penduricalho” é um termo usado para designar adicionais e benefícios pagos a servidores públicos que elevam a remuneração além do salário-base, como auxílio-moradia, auxílio-saúde e licenças convertidas em dinheiro.


Em geral, são enquadrados como verbas indenizatórias -valores que não se submetem ao teto constitucional porque, em tese, servem para compensar despesas específicas do exercício da função .

Segundo a Constituição, a remuneração total de agentes públicos não pode ultrapassar o subsídio dos ministros do STF , que hoje está em R$ 46.366,19.