Jacques Wagner deixa liderança do governo no Senado

Após reunião com o presidente Lula, o senador, que é investigado pela PF no caso Master, anunciou decisão que, segundo ele, foi tomada em comum acordo

O senador Jacques Wagner (PT)
Foto: tvig
O senador Jacques Wagner (PT)

Após reunião de cerca de 2 horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva , o senador Jaques Wagner (PT)  anunciou que não é mais o líder do governo no Senado.

A decisão é resultado da inclusão de Jacques Wagner na lista de alvos da 9ª fase da Compliance Zero, operação que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

A saída da liderança do senado foi anunciada por Wagner, em postagem nas redes sociais. Segundo ele, foi um acordo feito com o presidente.

Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal
Senador Jacques Wagner (PT)



Ele disse ainda que sua prioridade absoluta, neste momento, é provar sua inocência e se dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além de sua reeleição junto com o ex-ministro Rui Costa para o Senado.

As suspeitas

Na última quinta-feira (18), endereços ligados ao senador em Salvador (BA) e Brasília foram alvos de mandados de busca e apreensão .

Segundo a Polícia Federal, Jaques Wagner seria  "suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais".

As investigações colocam o senador como figura próxima do ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, o banqueiro Augusto Lima. O Banco Plano também foi liquidada pelo Banco Central (BC).

A PF investiga se o senador teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio por medidas no Congresso que ajudariam o Banco Master, como a chamada "Emenda Master".


Também há suspeitas relacionadas à compra de um apartamento de luxo em Salvador, no valor de R$ 3,5 milhões, em nome de familiares do parlamentar.

Jacques Wagner nega ter cometido irregularidades e diz que vai provar sua inocência.