Veja 8 criaturas capazes de viver em ambientes extremos

Do gelo da Antártida ao calor intenso do deserto e de fontes hidrotermais, essas espécies se adaptaram para resistir à condições hostis

Para viver é necessário se adaptar

A Terra abriga ambientes com condições extremas para a maioria das espécies. Espalhados pelo planeta, esses locais apresentam características como frio intenso, calor escaldante ou ausência de luz solar. Ainda assim, algumas criaturas desenvolveram adaptações surpreendentes para viver nesses cenários. Conheça a seguir alguns deles:

Foto%3A Paul Carroll/ Unsplash

Pinguim-imperador

Os pinguins-imperadores são aves resistentes e incapazes de voar. Eles habitam a Antártida, onde as temperaturas chegam a −40 °C. Para enfrentar o frio intenso, os pinguins se reúnem em grandes grupos, compartilhando calor e reduzindo a exposição individual ao vento e às baixas temperaturas.

Ian Parker/Unsplash

Rã-da-floresta

Durante o inverno, quando as temperaturas caem muito, a rã-da-floresta pode congelar parcialmente o próprio corpo e permanecer nesse estado até a chegada da primavera. Ela sobrevive porque acumula glicose nos tecidos, uma substância que funciona como um “anticongelante” natural e protege suas células durante o congelamento.

Reprodução/ Wikimedia Commons

Besouro-da-casca-achatada

O besouro-da-casca-achatada também produz substâncias químicas que o ajudam a suportar o frio do inverno. Ele reduz a quantidade de água no corpo e acumula proteínas que protegem seus tecidos, o que aumenta sua resistência às baixas temperaturas.

Reprodução/ Wikimedia Commons

Camelo-árabe

Os camelos são animais de grande porte encontrados principalmente na Ásia e adaptados ao clima extremo do deserto. Ao contrário do que muitos pensam, suas corcovas não armazenam água, mas gordura, que serve como reserva de energia e ajuda a reduzir o calor no restante do corpo. Eles suportam temperaturas acima dos 40 °C, e conseguem passar semanas sem beber água.

Reprodução/ Wikimedia Commons

Formiga-prateada-do-Saara

As formiga-prateadas-do-Saara conseguem suportar o calor extremo do deserto graças às suas longas pernas, que mantêm o corpo afastado da areia escaldante. Elas resistem a temperaturas que podem ultrapassar 60 °C.

Reprodução/ Wikimedia Commons

Jerboa

O jerboa é um pequeno roedor que habita o deserto. Ele evita o calor extremo ficando em tocas durante o dia e saindo à noite, quando a temperatura está mais amena, para procurar alimento.

Reprodução/ Wikimedia Commons

Verme de Pompeia

Nas profundezas do oceano, longe da luz solar, formam-se ecossistemas ao redor de fontes hidrotermais extremamente quentes. Mesmo nessas condições extremas, esses ambientes abrigam diversos organismos, como o verme Pompeia, capaz de suportar temperaturas de até 80 °C.

Reprodução/ Wikimedia Commons

Tardígrado

Conhecidos como ursos-d’água, esses organismos microscópicos estão entre os seres mais resistentes do planeta. Em condições extremas, entram em um estado de dormência chamado criptobiose, podendo permanecer assim por décadas até retornar à vida ativa quando expostos à água.

S Tanaka/H Sagara/T Kunieda

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