
A MetSul Meteorologia aponta aumento do risco de chuva localmente forte a intensa em Porto Alegre e na região metropolitana entre esta terça-feira (23) e a quinta-feira (25). Embora as projeções numéricas não indiquem, por ora, acumulados elevados para a capital, o cenário atmosférico observado mantém aberta a possibilidade de episódios mais intensos em curtos intervalos, típicos do verão.
Até o momento, Porto Alegre e municípios vizinhos não registraram volumes elevados como os observados em áreas do interior do Rio Grande do Sul, especialmente nas regiões Oeste, Noroeste e Norte. No entanto, a tendência para o meio da semana é de mudança nesse padrão.
A previsão indica chuva predominantemente fraca a moderada, intercalada por momentos de intensificação, quando podem ocorrer precipitações fortes o suficiente para causar alagamentos e até transbordamentos de arroios e córregos na Grande Porto Alegre.
O tempo deve seguir instável por vários dias, com muitas nuvens e chuva em diferentes intensidades. A atmosfera permanece bastante úmida, mantendo a sensação de abafamento, mesmo sem elevação expressiva das temperaturas devido à instabilidade.
O Rio Grande do Sul está sob influência de um chamado rio atmosférico, que transporta grande quantidade de umidade da Amazônia em direção ao estado. Esse fluxo é canalizado por um bloqueio associado a um Vórtice Ciclônico em Altos Níveis da Atmosfera (VCAN) posicionado no Centro do Brasil. Esse tipo de sistema é caracterizado por faixas extensas e concentradas de vapor d’água, capazes de provocar volumes elevados de chuva.
Nas últimas horas, chuvas excessivas já causaram alagamentos, enxurradas e inundações repentinas em municípios do Noroeste e do Norte gaúcho. Em algumas localidades, pequenos rios e arroios transbordaram após volumes muito altos em curto período.
Levantamentos de estações meteorológicas indicam acumulados expressivos desde o domingo, com registros acima de 200 mm em cidades como Porto Lucena, São Paulo das Missões, Giruá, Santo Cristo, Porto Xavier, Campina das Missões e Santa Rosa. Outros municípios da região também tiveram volumes elevados, variando entre cerca de 100 mm e 180 mm no mesmo intervalo.