Nikolas Ferreira, em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, antes da prisão preventiva
Reprodução/TV Globo
Nikolas Ferreira, em visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, antes da prisão preventiva

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique, em 24 horas, porque o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), utilizou um celular durante visita, na semana passada, quando Bolsonaro ainda estava em prisão domiciliar.

"Intime-se os advogados regularmente constituídos de Jair Messias Bolsonaro para que, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, se manifestem acerca da entrada e utilização de celular na visita realizada por Nikolas Ferreira, apesar da expressa proibição judicial", solicita Moraes, no documento publicada nesta quarta-feira (26).

O uso do celular foi flagrado em reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, exibida no sábado (22).

Também no domingo (23), a deputada Erika Hilton (PSOL) apresentou uma notícia-crime contra Nikolas, afirmando que ele utilizou o celular durante visita ao ex-presidente e pedindo a apreensão do aparelho.

No despacho desta quarta, Moraes afirma ainda que autorizou a visita do deputado na sexta-feira (21), "ressaltando que todas as visitas devem observar as determinações legais e judiciais anteriormente fixadas".

Nikolas foi uma das últimas pessoas autorizadas para visitar Bolsonaro em sua casa.

Horas depois, o ex-presidente foi preso preventivamente, na Superintendência da Polícia Federal de Brasília, por decisão do Moraes,  devido a um risco de fuga.


Nesta terça-feira (25), o  ministro do STF declarou trânsito em julgado do processo e determinou o início do cumprimento da pena de 27 anos e três meses que Bolsonaro recebeu no julgamento no STF, por tentativa de golpe. O ex-presidente permanece na cela da PF.

Leia mais:  Pena de Bolsonaro já começa a ser cumprida na sede da PF

No domingo (23),  Nikolas Ferreira usou as redes sociais para falar sobre a polêmica.

No X, o deputado federal postou que "não houve comunicação prévia de qualquer restrição ao uso de celular, nem por parte do Judiciário, nem pelos agentes responsáveis pela fiscalização durante a visita".


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