
O policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, absolvido por matar o lutador de jiu-jitsu Leandro Lo com um tiro na cabeça , em 2022, pediu perdão à família e amigos do atleta.
Em um vídeo, publicado pelo advogado de defesa Cláudio Dalledone, Velozo afirma que precisou "sujar as mãos" para poder preservar a própria vida.
"Em nome dEle, preciso fazer um pedido, que é um pedido de perdão aos familiares, à mãe, ao pai, à irmã, aos amigos e a todas as pessoas que amavam o Leandro Lo. Mas também gostaria de esclarecer que, nesse trágico dia, fui colocado em um limite, um limite que eu não gostaria de estar [ter estado]. Tive, infelizmente, que sujar minha mão para poder preservar minha vida", disse.
Relembre o caso
O crime foi registrado no dia 7 de agosto de 2022, dentro do Clube Sírio, no bairro de Indianópolis, na Zona Sul de São Paulo. Na ocasião, Leandro Lo e Henrique Velozo teriam se desentendido após o PM entrar na roda de amigos do atleta, pegar uma garrafa de bebida e chacoalhar.
Relatos afirmaram que o lutador chegou a derrubar e imobilizar o policial. Contudo, sem agressões. Após afastamento, o PM teria sacado uma arma e atirado na cabeça de Leandro.
Henrique Velozo foi preso preventivamente no mesmo dia do crime e encaminhado ao Presídio Romão Gomes, na capital paulista. O militar foi acusado de homicídio doloso (intencional) triplamente qualificado por motivo torpe. Mas, foi absolvido no último sábado (15) e deve retornar ao trabalho na PM nos próximos dias.