Petrópolis (RJ)
TV Brasil
Petrópolis (RJ)

O número de mortos em decorrência da tempestade que caiu em Petrópolis , na Região Serrana do Rio, no último dia 15, subiu para 231 nesta segunda-feira, dia 28. De acordo com nota divulgada pela Prefeitura de Petrópolis, a equipe Técnica e Científica da Polícia Civil contabilizou óbitos de 137 mulheres, 94 homens e 44 menores de idade. No momento, cinco pessoas ainda são consideradas desaparecidas. Militares do Corpo de Bombeiros seguem com as buscas pelo Rio Piabanha, onde há a suspeita de três vítimas, além de outras duas na Chácara Flora.

Até a noite deste domingo, eram 229 mortos. A Defesa Civil ainda não informou onde foram localizados os outros dois corpos. Neste domingo, as buscas por vítimas da tragédia no Morro da Oficina, no Alto da Serra, foram encerradas, segundo informou a Defesa Civil. Na região foram encontrados 93 corpos.

A Prefeitura de Petrópolis afirma que segue acompanhando os trabalhos do Gabinete Integrado de Gestão de Desastres, instalado no Colégio Estadual D. Pedro II, de onde as equipes de diferentes órgãos municipais, estaduais e federais monitoram os trabalhos de buscas, atendimento à população e recuperação das  áreas afetadas.

A Defesa Civil municipal da cidade serrana mantém reforço nas equipes para as vistorias que, nesta segunda-feira (28), chegaram ao total de 3.386. Até o momento, 1.747 vistorias estão em andamento com as equipes. Mais de 50 agentes da Defesa Civil estão atendendo aos chamados.

Além dos deslizamentos, as equipes ainda atuam na avaliação de fatores que causam danos estruturais em imóveis e vias públicas, riscos geológicos em encostas, quedas de árvores e postes, além de vistorias preventivas. Os agentes da Defesa Civil trabalham na avaliação por área afetada, para delimitar as regiões de maior risco e na sequência, atuam na análise específica por imóvel. Ainda segundo a prefeitura, para agilizar a realização de todas as vistorias, o órgão conta com o suporte de diferentes setores do Governo municipal, como Obras, Serviço, Segurança e Ordem Pública, Saúde, Educação, Assistência Social, além de Comdep e CPTrans. A Defesa Civil também conta com o apoio de órgãos como o Departamento de Recursos Minerais (DRM), Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), além de engenheiros e geólogos voluntários para a agilidade dos atendimentos.

Leia Também

Quase 900 em pontos de apoio

No momento, 876 pessoas continuam recebendo atendimento nos 14 pontos de apoio, que o município mantém em escolas da rede pública. As estruturas foram preparadas para receber as pessoas que tiveram que sair de suas casas por conta de desastres e riscos em função da forte chuva do dia 15 de fevereiro. As famílias que estão temporariamente abrigadas recebem alimentação, suporte para os cuidados com a higiene, atendimentos de assistência social, saúde e psicólogos.

Todas as pessoas que precisaram recorrer aos pontos de apoio por terem perdido suas casas terão direito ao aluguel social no valor de R$ 1 mil (sendo R$ 800 pagos pelo governo estadual e R$ 200 pagos pela Prefeitura). As pessoas que estão nos abrigos foram cadastradas no programa do Aluguel Social.

Nesta segunda-feira, os locais abertos para receber a população de área de risco são: Escola Municipal Papa João Paulo; Escola Germano Valente, Escola Rubens de Castro Bomtempo, CEI Chiquinha Rolla, Escola Municipal Geraldo Ventura Dias, Escola Municipal Duque de Caxias, Escola Paróquia Bom Jesus, Escola Municipal Alto Independência, Escola Municipal Joaquim Deister, Escola Comunidade Santo Antônio, Escola Municipal Maria Campos, Escola São João Batista, Escola Paroquial N. Sra. da Glória e Colégio Estadual Rui Barbosa.

Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo.


    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários