Cerca de 600 animais morrem em centro de tratamento do Ibama no RJ
Arquivo pessoal
Cerca de 600 animais morrem em centro de tratamento do Ibama no RJ

Cerca de 600 animais silvestres perderam suas vidas nos últimos meses em um centro de tratamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), localizada em Seropédica, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro . A empresa terceirizada responsável pelo cuidado do espaço, desde do ano passado, não presta mais serviços no local. As informações foram apuradas pelo G1. 

Um segundo contrato de emergência foi desenvolvido e logo em seguida, rompido. Nesse meio tempo, os animais vivem entre sujeiras e com falta de alimentos. Aproximadamente, 1,2 mil animais vivem no centro e lá é considerado um dos maiores centros de tratamento de animais silvestres do país. As aves, macacos e outros bichos, que são de responsabilidade do Ibama , necessitariam de cuidados dos ferimentos causados pelo tráfico ilegal de animais. 

Os animais que consegue se recuperar sozinhos, como as aranhas, são devolvidos a natureza em seguida. Mas, aqueles como a seriema, que teve uma de suas asas cortadas, precisam dos cuidados do centro. Porém, sem essa equipe especializada em cuidados, aproximadamente 600 animais morreram nos últimos quatro meses, de acordo com um levantamento que ainda está sendo desenvolvido pelos funcionários. 

Centro possui pouco profissionais
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Centro possui pouco profissionais

Nesse momento, o local conta com quatro funcionários que se desdobram para fazer as tarefas que podem. Entretanto, com esse baixo número no quadro de empregados, acontece um sobrecarga de trabalho e nem os animais mortos eles dão conta de remover. Uma empresa terceirizada, que tinha contrato com o Ibama não renovou e com isso, os 10 profissionais destinados a fazer a limpeza dos espaços, alimentar e cuidar dos bichos não apareceu mais. 

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A empresa RCA executou uma troca de e-mails com a Superintendência do Rio do Ibama, lá no dia 30 de julho de 2020, a empresa já manifestou sua vontade da não renovação de seu contrato. Ainda nesse mesmo dia, o Núcleo de Compras e Contratos do Ibama também informou ao centro que não renovaria seu contrato. De maneira anônima, funcionários declaram que depois das suspensões de contrato, os animais ficaram cerca de 50 dias sem tratamento

Enquanto o centro de tratamento enfrenta todos esses problemas, animais não param de ser encontrados e encaminhados para a localidade. Nesta terça (23), sete cobras foram encontradas em Miguel Pereira, munícipio do Rio.  Um falcão, corujas, aves e gaviões que já chegaram a cerca de um mês, não receberam o tratamento adequado pois não tem profissionais, não tem uma limpeza adequada e com isso, podem piorar os o risco de infecções. 

Também nesta terça, a Polícia Federal, após receber uma denúncia, fez uma perícia no centro de tratamento e funcionários serão intimados a prestar depoimentos.  Alexandre Dias da Cruz , contra-almirante da reserva da Marinha, superintendente do Ibama no Rio, assumiu o cargo em março de 2019 e tem a responsabilidade de contratar as equipes de tratadores.

De acordo com o Ibama, a equipe da Corregeoria, a Secretaria de Biodiversidade e a Diretoria do instituto foram mobilizadas e elas irão investigar as medidas que deverão ser tomadas. 

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