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Reprodução / TV Globo
O traficante, que estava preso desde 2002, foi encontrado morto na tarde desta terça-feira (22)

Um dia após traficante Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco , ser  encontrado morto na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, o Instituto Anjos da Liberdade, que desenvolve projetos de direitos humanos, entrou com uma reclamação disciplinar junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que seja feita a investigação de tortura nos presídios federais.

Elias Maluco estava detido desde 2002 e foi encontrado com sinais de enforcamento, mas o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) ainda não confirmou a causa da morte. Ele foi preso após a morte do jornalista Tim Lopes, da qual ele foi o mandante.

O pedido, que foi encaminhado ao presidente do CNJ, o ministro Luiz Fux, presidente do CNJ, ainda cita o traficante Paulo Rogério de Souza Paz, o Mica, encontrado morto em abril em uma cela no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Quando morreu, o criminoso aguardava transferência para outro presídio.

"Faremos juntar cópia de manifestação apresentada ao Supremo Tribunal Federal, que demonstra a imensa responsabilidade, a configuração do dolo consciente de todas as instâncias do Poder Judiciário em garantir a continuidade e impunidade de tortura e tratamento cruel e desumano", diz trecho do documento.

A entidade ainda embasa a solicitação citando um ambiente propício para o desenvolvimento de distúrbios psiquiátricos graves, "sem desconsiderar as outras denúncias de alimentação imprópria, desnutrição proposital, nunca apuradas", diz trecho do documento do Instituto Anjos da Liberdade.

Tim Lopes foi morto em junho de 2002 por conta de uma reportagem sobre abusos sexuais de menores de idade e tráfico de drogas nos bailes funk da Vila Cruzeiro, zona norte do Rio. Ele foi sequestrado pela facção comandada por Elias, torturado e morto.

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