Caso Miguel: Doméstica consta como servidora em cidade onde patrão é prefeito

Informações do Portal da Transparência de Tamandaré mostram cadastro de Mirtes Renata de Souza, mãe de Miguel, que caiu do 9º andar de prédio

Garoto acompanhava a mãe no trabalho e morreu após ficar sob os cuidados da primeira-dama de Tamandaré
Foto: Reprodução/Twitter
Garoto acompanhava a mãe no trabalho e morreu após ficar sob os cuidados da primeira-dama de Tamandaré

A empregada doméstica Mirtes Renata de Souza, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva, criança de 5 anos que caiu do 9º andar de um prédio localizado no centro histórico de Recife , em Pernambuco, está registrada como servidora da Prefeitura de Tamandaré, que fica a 106 km da capital. A residência para qual Mirtes prestava serviços era do prefeito do município, Sérgio Hacker Corte Real (PSB) e Sarí Corte Real, primeira-dama que foi presa em flagrante após a morte da criança e liberada após o pagamento de uma fiança no valor de R$ 20 mil.

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De acordo com o Portal da Transparência de Tamandaré , o cargo que Mirtes está cadastrada é o de Gerente de Divisão, com lotação em Manutenção de Atividades de Administração. A matrícula é do dia 1º de fevereiro de 2017 e não há data de exoneração do cargo. O vínculo de  Mirtes é estatutário, o que significa a garantia de um cargo comissionado. A folha de pagamento consta o valor de um salário mínimo pago a Mirtes.

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Morte de Miguel

Miguel Otávio de Santana da Silva, de 5 anos, caiu de uma sacada do 9º andar do Píer Maurício de Nassau , localizado no centro de Recife, após ficar sob os cuidados de Sarí Corte Real, patroa de sua mãe, Mirtes Renata de Souza. A criança despencou de uma altura de aproximadamente 35 metros.

Mirtes passeava com o cachorro de sua empregadora, a primeira-dama do município de Tamandaré, que residia no 5º andar. Miguel chorou e foi em busca da mãe e entrou duas vezes no elevador para procurá-la. Ele chegou a ser impedido pela primeira vez por Sarí , mas conseguiu subir para o 9º andar na segunda tentativa.

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Por estar sob a guarda momentânea da criança, a primeira dama foi parcialmente culpada pelo acidente. Sarí chegou a ser detida, mas após pagar fiança no valor de R$ 20 mil, conseguiu responder o processo em liberdade.