pessoas com mãos levantadas
Lilian Tahan / Twitter / Reprodução de vídeo
Vídeo de agressão foi publicado nas redes

O Grupo Globo e o jornal Folha de S.Paulo decidiram, nesta segunda-feira (25), suspender temporariamente a participação de jornalistas na cobertura da conversa do presidente Jair Bolsonaro com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

A motivação da retirada dos jornalistas do local foi a série de agressões sofridas pelos repórteres por apoiadores do presidente. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possivel ver os jornalistas sendo chamados de "comunistas", "saqueadores da república" e "lixo". Alguns deles se aproximam dos repórteres e gritam na cara deles para que eles "divulguem a verdade" até serem retirados por seguranças do local.

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O grupo O Globo afirmou que os apoiadores de Bolsonaro têm tratado “de forma cada vez mais agressiva os profissionais de imprensa” e que a “animosidade dos militantes tem sido crescente”.

Em carta enviada ao Gabinete de Segurança Institucional, comandado pelo General Heleno, afirmou que os repórteres não compareceriam mais à parte destinada à imprensa na Alvorada e que os profissionais da empresa não têm “qualquer segurança para o trabalho jornalístico”.

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A Folha, por sua vez, lembrou que ainda na segunda-feira Jair Bolsonaro falou que só falaria com a imprensa novamente quando eles tivessem “compromisso com a verdade”, o que gerou uma série de reações do público.

O jornal disse que chegou a questionar o gabinete de Augusto Heleno sobre a segurança fornecida para os profissionais, mas não recebeu resposta. "O jornal pretende retomar a cobertura no local somente depois das garantias de segurança aos profissionais por parte do Palácio do Planalto", afirmou publicação da empresa.

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Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a diretora de redação do jornal Metrópoles publicou um vídeo com cenas das agressões sofridas pelos profissionais da imprensa no local. “Isso é o que os repórteres brasileiros estão enfrentando todos os dias para trabalhar”, disse. Confira:


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