76% dos médicos disseram que o clima nos hospitais, clínicas e consultórios é de apreensão.
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76% dos médicos disseram que o clima nos hospitais, clínicas e consultórios é de apreensão.

Mais de 90% dos médicos de São Paulo que atuam na linha de frente contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) não foram submetidos a testes para verificar se foram infectados pela doença, segundo dados levantados pela Associação Paulista de Medicina. Participaram da pesquisa cerca de dois mil médicos das redes de saúde pública e particular.

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Dos entrevistados, 65% trabalhavam em hospitais e prontos-socorros que recebem pacientes com Covid-19 e 59% já haviam atendido alguém desse grupo. Já 34% afirmaram haver assistido pessoas com confirmação da doença. E 13% relatam que tiveram contato com pacientes que foram a óbito pela doença.

Desse montante, 35% dos entrevistados fazem parte de algum grupo de risco , como obesos, diabéticos, hipertensos ou com histórico de algum problema cardiovascular.

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O estudo também buscou saber a preocupação dos profissionais quanto às condições de trabalho: 76% dos médicos disseram que o clima nos hospitais, clínicas e consultórios é de apreensão.

Quanto aos equipamentos de proteção individual (EPIs), metade denunciou falta de máscaras do tipo N95 - consideradas as mais seguras; 66% apontaram falta de testes e apenas 15% dos entrevistados disseram ter recebido treinamento específico e portanto se sentem capacitados para atender vítimas da Covid-19.

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