Evandro era enfermeiro do Hospital Getúlio Vargas, no Rio, e morreu vítima da Covid-19
Arquivo familiar
Evandro era enfermeiro do Hospital Getúlio Vargas, no Rio, e morreu vítima da Covid-19

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) divulgou, nesta segunda-feira (27), que 4.602 profissionais de enfermagem estão afastados de seus serviços por suspeita de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2). Também foram registradas 49 mortes de enfermeiros pela doença. A entidade informou, no entanto, que os números podem ser ainda maiores, já que esse dado se refere à 5.780 instituições de saúde que foram fiscalizadas, o que representa apenas 27% dos profissionais cadastrados na Cofen. 

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A entidade também identificou alto índice de contágio durante o trabalho dos enfermeiros , já que em muitas instituições fiscalizadas não havia Equipamentos de Proteção Individual (EPI) suficientes. 

A Cofen também recebeu 4.598 denúncias sobre irregularidades no fornecimento de EPI e déficit de 13.790 profissionais capacitados para lidar com a pandemia. “O adoecimento da equipe, posta em quarentena, agrava o défice no quantitativo para atendimento à população, além de representar uma tragédia para os profissionais e suas famílias”, afirma o chefe do Departamento de Gestão do Exercício Profissional da entidade, Walkírio Almeida.

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Na cidade de São Paulo, município com o maior número de casos de Covid-19, havia até o último domingo (26) 3.106 profissionais de saúde afastados por causa do novo coronavírus e 13 mortos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. 

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Uma pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) com 5.451 enfermeiros mostrou que 80% deles têm medo de atuar no sistema de saúde durante a pandemia. O levantamento também mostrou que 50% deles não receberam de suas instituições os EPI necessários e que 40% não passou por nenhum treinamento para lidar com a pandemia.


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