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A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou sob acusação de corrupção passiva o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Alexandre Victor de Carvalho, que atualmente também é vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A acusação foi apresentada na sexta-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e está sob relatoria do ministro Herman Benjamin.

A acusação aponta que o desembargador votou e pediu votos à indicação de uma advogada para o cargo de desembargadora do TJ de Minas. Em troca, ele pediu aos padrinhos da nomeação dela para o TJ a indicação de sua esposa e seu filho para cargos em comissão.

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Ambos foram efetivamente nomeados para cargos públicos — a mulher, na Assembleia Legislativa, e o filho, na Câmara Municipal. Para a PGR, a conduta configurou o crime de corrupção.

Interceptações telefônicas realizadas legalmente pela Polícia Federal detectaram conversas nas quais o desembargador solicita as nomeações de sua esposa e de seu filho.

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Essa denúncia se soma à diversas outras acusações apresentadas contra desembargadores pela PGR nos últimos meses. Recentemente foram denunciados o desembargador do TJ do Rio Siro Darlan e os desembargadores do TJ da Bahia Sandra Inês Rusciolelli e Gesivaldo Britto.

Procurada, a defesa de Alexandre Victor afirmou que só vai se manifestar após ser intimada oficialmente sobre a acusação, o que ainda não ocorreu. A defesa afirmou ainda que “causa espécie a imprensa tomar conhecimento da denúncia antes da defesa, antes mesmo de ter sido encartada nos autos, num inquérito que tramita em segredo de Justiça”.

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